Conheça o deputado Renzo Vasconcelos

Terceiro mais votado em 2018, Renzo Vasconcelos promete mandato na Assembleia com foco em saúde e educação

Por Luan Antunes

Renzo Vasconcelos
Foto: Tati Beling

Terceiro mais votado para deputado estadual em 2018, Renzo Vasconcelos, empresário de 34 anos, promete em entrevista um mandato voltado para saúde e educação. Eleito com mais de 42 mil votos, o político com base eleitoral em Colatina aponta ainda a segurança pública como principal desafio de um Estado cercado por outros nos quais o tráfico tem crescido muito. Vasconcelos defende ainda a importância de melhorar a medicina preventiva, uma de suas fortes bandeiras. Confira a entrevista:

 

Quais serão as bandeiras do senhor no Parlamento?

 

As maiores e principais são as garantidas pela Constituição Brasileira a todos nós brasileiros: saúde, segurança e educação.eu milito muito nas áreas de saúde e educação porque tenho negócios de família nesta área. Sou produtor rural também e não é que as outras áreas serão desassistidas. O produtor rural precisa ser melhor assistido, tenho certeza disso, a maioria é de pequenas propriedades familiares, mas a saúde não espera. Se você tem um problema de coração agora e eu não tenho um médico você morre. Se você não conseguir acesso a um financiamento para plantio, você espera que ano que vem poderá plantar.

 

Quais são os maiores desafios do Espírito Santo atualmente e como o deputado pode ajudar a resolvê-los?

 

O maior desafio do ES hoje é a segurança pública. Nós estamos cercados de estados extremamente produtivos, de pessoas boas, mas que o tráfico tem crescido muito e já reflete aqui. Antigamente não se via fuzil na rua, mas hoje sim. Aqui na própria capital é inserção de policia todo dia, tiroteio, foguetório avisando... Então segurança pública é algo que o Estado do ES e o Brasil terão dificuldades de fazer.

 

Acredito muito que levar a saúde à população, através dos PSFs, do Mais Médicos, também é um desafio. Tivemos a saída dos cubanos, mas nós temos profissionais melhores capacitados para atuar. Basta o governo ter força de vontade para levar essas pessoas para atuarem in loco, fazendo a medicina preventiva. É mais barato, menos custoso para o Estado prevenir do que depois tratar a pessoa.

 

Sobre a política de descentralização da saúde, qual a sua avaliação?

 

É nítido e notório o crescimento do terceiro setor. Hoje meu pai é presidente da Fundação Social Rural, que mantém o Hospital e Maternidade São José em Colatina. Há um crescimento do terceiro setor ocupando onde o Estado não consegue chegar com celeridade e qualidade. Mas acho que as coisas devem ser discutidas, nada pode ser a toque de caixa em final de mandato sem discutir. Eu fui contrário à forma como iriam privatizar o Hospital Sílvio Avidos lá em Colatina, e ouvi: “mas o senhor tem um hospital também”. Para você ver, as coisas transparentes e que aumentam a produtividade com eficiência de menor preço, princípio constitucional, elas devem ser levadas a frente, mas a toque de caixa, sem discutir com a população, não sou favorável.

 

Tem interesse em ocupar qual comissão da Casa?

 

Tenho interesse em Saúde e Finanças. Independente dos interesses, nós temos que colocar pessoas que discutem e atuem naquela área. Acho que atuação aqui, independente das comissões, tem que se dar junto ao Governo, levando qualidade e transparência até o cidadão.

 

Como será a relação do seu mandato com o governo Renato Casagrande?

 

As coisas são construídas, mas com o Renato tenho contato com ele desde o mandato passado dele. Ele sabe que o apoiei, o PP, ao qual eu faço parte, estava no mesmo palanque. A conversa tende a fluir, e tenho certeza que devemos dar ao Renato um tempo para reestruturar e achar um rumo para o governo. Quero ser parceiro, e o parceiro é aquele que bate palma quando vê uma coisa boa, mas vai lá na sala e aponta o que está ruim, o que a população está reclamando, que não surtiu efeito que queria. Quero sempre participar.

 

A experiência como vereador, qual o peso dela para o desafio na Assembleia?

 

A vereança me fez aprender de mais, sou grato, mas eu achava que poderia alçar caminhos maiores e tive uma decepção, nada estou discutindo a pessoa, mas no meu ponto de vista a gestão do prefeito na época não foi tão boa e a falta de diálogo, preferi ficar sem mandato. Poderia ter concorrido ao cargo de prefeito, mas um degrau cada dia. Aprendi muito com vereador, tenho certeza que vou aprender muito como deputado e pretendo não parar por aqui. Pretendo continuar enquanto a população achar que o meu trabalho e o meu serviço estão retribuindo a confiança depositada.

 

Já tem ideia para apresentar como projeto?

 

Tenho algumas ideias para aumentar o atendimento na saúde, postos do Programa de Saúde da Família, assistência básica, de levar prevenção às comunidades. Tenho algumas coisas para discutir no âmbito da educação também, mas são coisas que antes temos que discutir com o próprio governo. No país já tem muita lei. E o que temos que fazer é colocar as leis para funcionar.

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