Conheça o deputado Capitão Assumção

Representante da Polícia Militar, Assumção já foi deputado federal (2009-2011) e traz a segurança pública como principal bandeira

Por Redação Web Ales

Capitão Assumção
Capitão Assumção é do PSL / Foto: Tati Beling

O portal da Assembleia Legislativa (Ales) dá sequência à série de entrevistas com os deputados estaduais eleitos para a próxima legislatura (2019-23). Desta vez, o convidado é o Capitão Assumção (PSL), que irá exercer seu primeiro mandato na Casa.

 

Assumção disputou três vezes uma vaga na Câmara Federal (2006, 2010 e 2014) e ocupou cadeira no Congresso Nacional entre 2009 e o início de 2011, como suplente do deputado Neucimar Fraga, eleito para a prefeitura de Vila Velha.

 

Como congressista, liderou movimento para criação do piso salarial nacional dos policiais militares. Em 2016, concorreu ao cargo de vereador de Vitória. E em 2018, foi eleito deputado estadual pelo PSL, com 27.744 votos. Confira a entrevista:

 

Quais serão suas bandeiras na Assembleia Legislativa?

 

As nossas principais bandeiras estão relacionadas com a segurança pública. A gente vive um estado em que a gente não pode perder o controle. Houve um período recente da nossa história em que o governo anterior (governo Hartung, 2015-2018) perdeu o controle. Nós éramos a quinta polícia mais produtiva da nação brasileira. E depois daquela manifestação fatídica (paralisação da PM em fevereiro de 2017), onde o governo não quis negociar com os familiares, nós, policiais militares, perdemos a motivação que a gente tinha anterior a fevereiro. A gente precisa mostrar para o capixaba que a gente vai voltar àquela produtividade.

 

A gente vai batalhar muito para a sociedade capixaba. E eu sempre falo: a melhor medida para contribuir para a segurança pública do capixaba é privilegiar aqueles trabalhadores que não têm os seus direitos garantidos por lei. Nós temos um policial militar capixaba, um bombeiro militar, que não tem uma carga horária definida por lei. Isso é fundamental para a qualidade do serviço do policial.

 

O senhor acha, então, que a segurança pública é o principal desafio do Estado? Ou tem algum outro gargalo maior ou com a mesma relevância, hoje, para o Espírito Santo?

 

Hoje, a principal dificuldade nossa esbarra na segurança pública. A gente, por um período breve de quatro anos (2015-2018), perdeu 2,5 mil policiais de reposição. Porque tem o pessoal que está indo para a reserva, alguns morrem, e tudo mais. Então, tem que ter um planejamento estratégico para reposição. Para que depois não fique pesado para o Estado. Quatro anos sem reposição custaram ao Estado pontos estratégicos de trabalho.

 

Veja uma situação: nós temos, hoje, um curso de habilitação de sargentos. São cerca de 600 homens e mulheres que deveriam estar nos bancos acadêmicos da escola de formação, mas que nesse momento encontram-se trabalhando na chamada Operação Verão. Ou seja, retiraram o policial militar em formação para colocar em pontos que a Polícia Militar não pode colocar, por falta de efetivo. E além de estarem fora do seu local de estudo – porque eles estão ali para se especializar – eles estão suplantando um policiamento que não existe, por falta de efetivo.

 

Com certeza o senhor vai querer participar da Comissão de Segurança da Assembleia.

 

Sim. É nossa prioridade participar da Comissão de Segurança. A gente não descarta participar de outras comissões. Mas acredito que é o mais importante, nesse primeiro momento, até mesmo para a gente que tem essa expertise, esse know-how, para a gente poder fornecer esse apoio ao governo do Estado.

 

A atual configuração da Assembleia conta com três deputados policiais (Da Vitória, militar; Euclério Sampaio e Gilsinho Lopes, civis). Na legislatura que se inicia serão cinco (Capitão Assumção e Coronel Alexandre Quintino, militares; Danilo Bahiense, Euclério Sampaio e Lorenzo Pazolini, civis). Por que o senhor acha que houve essa ascensão no número de policiais com mandato político?

 

A problemática da segurança pública é a mesma em todos os 27 estados da federação. A gente está sofrendo pela questão da criminalidade. A gente está sofrendo porque a legislação que ampara o bandido é forte. Ela precisa ser modificada. Acredito que esse reflexo que aconteceu no Espírito Santo, de nós termos conduzido para a Assembleia cinco policiais civis e militares – que também foi um fenômeno nacional – ele veio em decorrência da mudança de pensamento do cidadão.

 

O cidadão quer a mudança, quer que o bandido não seja mais enaltecido, quer que ele seja trancafiado e cumpra realmente seu tempo estabelecido pelo Código Penal – que precisa ser revisado. Esse número de deputados estaduais e federais, representantes das categorias de segurança pública e segurança nacional, foi em virtude da mudança de pensamento do cidadão, que pediu esse apoio.

 

O senhor já tem alguma ideia de projeto para ser apresentado aqui na Casa?

 

Nós temos algumas ideias, alguns esboços, nós estamos planejando isso. Já está tudo em stand-by, mas eu queria aguardar para que a gente apresentasse no primeiro dia de trabalho.

 

O PSL teve candidato próprio ao governo aqui no Estado (Carlos Manato). O senhor será oposição ao governador eleito (Renato Casagrande/PSB)? Como será a relação com o Executivo?

 

Nós temos, hoje, na Assembleia quatro deputados que são do mesmo partido e da mesma ideologia do presidente Jair Bolsonaro (os deputados eleitos Capitão Assumção, Coronel Quintino, Danilo Bahiense e Torino Marques, todos do PSL). A nossa oposição na Assembleia vai ser uma oposição ideológica. Mas naquilo que for importante para o capixaba, a gente vai estar junto com o governador Casagrande.    

 

Como o senhor já disse, o senhor é do mesmo partido do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Como o senhor acha que será a relação entre o Espírito Santo e o governo federal?  

 

O governador Renato Casagrande já foi parlamentar nesta Casa, já foi deputado federal, foi senador junto comigo quando eu era deputado federal – inclusive a gente era do mesmo partido (PSB). Então, o governador se caracteriza pelo diálogo, da mesma forma que Jair Bolsonaro – do qual eu sou amigo pessoal. Eles vão ter habilidade suficiente para encontrar o melhor para o Espírito Santo. Como já têm feito. Como já temos sabido através da imprensa que o governador está usando com muita sabedoria a bancada de 13 parlamentares (10 deputados federais e três senadores) para que a gente não perca recursos para o Espírito Santo.

 

Mais alguma informação que o senhor queira acrescentar? Mais alguma bandeira em que o senhor pretende atuar nos próximos quatro anos?

 

Eu tenho estudado muito a questão da mobilidade urbana. Eu acredito que, da mesma forma que você melhora a segurança pública tratando melhor o policial, você melhora a mobilidade urbana tratando com muita seriedade e dando qualidade para o usuário do sistema, principalmente do sistema Transcol.  Então, a gente vai atuar nessa área também, para que o usuário comece a ser mais bem tratado. Hoje, ele é simplesmente um pagador de passagem e vive naquela dificuldade do sistema de transporte público.

 

Além disso, a gente vem de uma área do interior capixaba, do noroeste capixaba, que vive de agricultura familiar. A gente vai batalhar nessa área também. E também no setor de rochas, retirar as amarras legislativas para que as empresas possam investir mais e ter mais produtividade e mais geração de emprego.

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