CPI conclui que dono não teve culpa por morte de cachorro

Deputados afirmaram que houve acidente e pediram que população não tome iniciativa contra tutor do animal

Por Aldo Aldesco | Atualizado há 1 mês

Janete de Sá
Presidente do colegiado disse que não houve negligência / Foto: Tati Beling

A CPI dos Maus-Tratos contra os Animais ouviu os relatos de três pessoas que testemunharam as condições em que morreu o cão buldogue francês de nome Bartoldo, no último dia 10, em Jardim da Penha, em Vitória. O animal pertencia ao estudante Thaylon Péricles de Jesus Costa. A conclusão, depois dos depoimentos, é de que aconteceu um acidente e que ao dono do cão não pode ser imputada culpa. A reunião foi realizada nesta quinta-feira (14), teve início às 14 horas e durou mais de quatro horas.

O colegiado ouviu as testemunhas Luana Aparecida Pinto, Manuela Barbosa e Regiane de Rezende. As três relataram que foram ao apartamento depois de receber pedido de ajuda de vizinhos. O cachorro, segundo os depoimentos, foi encontrado morto por volta das 15 horas, na varanda, sob o sol e alta temperatura, e deve ter ficado cerca de duas horas se debatendo para sair da varanda.

As testemunhas relataram também que apartamento estava limpo e bem cuidado o mesmo se diz do animal, que estava até perfumado. Elas argumentaram que o animal não foi deixado preso propositalmente.

Disseram que antes de entrar no apartamento, solicitaram ao Corpo de Bombeiros que fosse ao local para resgatar o animal, mas não foram atendidas. Os policiais alegaram que retornaram a ligação para checar a veracidade do pedido de socorro e não obtiveram resposta.

Bertoldo

Thaylon Péricles de Jesus Costa, dono do animal morto, em seu depoimento emocionado confirmou os relatos das testemunhas. Ele declarou que ganhou o Bertoldo de sua mãe e que sempre deu do bom e do melhor para o animal. Saiu para almoçar às 12h40 e fechou a varanda, por causa do pó preto, sem perceber que o animal estava lá.

Em consequência da divulgação, pelas redes sociais, do vídeo do animal morto e das ameaças que vem recebendo, Costa declarou que está muito abalado e não pensa mais em voltar para a faculdade e continuar morando em Vitória. “Eles acabaram me matando junto com Bartoldo”. Costa é de Pedro Canário e está na capital estudando. Ele disse que tem cachorro desde criança e ama os animais.

Convencimento

O relator do colegiado, deputado Delegado Lorenzo Pazolini (PRP) pediu para a população que acompanha o caso não tomar nenhuma iniciativa contra o dono do cachorro, manter a serenidade e a calma até que sejam apurados os fatos e concluídos os trabalhos da CPI.

A presidente da CPI, deputada Janete de Sá (PMN), disse que o emocionado depoimento de Thaylon Costa convenceu a todos. Disse que ficou claro que foi um ato não deliberado e “que não viu naquele gesto uma negligência. Os depoimentos inocentam o tutor do animal”.

A deputada alertou para que o acidente acontecido com o animal sirva de exemplo de que os animais precisam de todos os cuidados. Enfatizou que foi um ato não deliberado e que suas consequências vêm trazendo transtornos para o tutor do animal.

Por outro lado, clamou por maior assistência dos Poderes Púbicos na assistência aos animais e lamentou que o Corpo de Bombeiros não tivesse atendido ao chamado feito para socorrer o cachorro que lutava para sair da varanda.

Encaminhamentos

Por conta das declarações do secretário Municipal de Meio Ambiente de Vitória, Luiz Emanuel Zouain, que declarou que são apenas três funcionários trabalhando do meio-dia às 19 horas para atender as demandas na subsecretaria de Bem-Estar Animal de Vitória, de segunda à sexta-feira, o deputado Delegado Lorenzo Pazolini propôs, e o colegiado aprovou, duas medidas a serem encaminhadas pela CPI.

Convidar os três servidores lotados na subsecretaria para prestar esclarecimentos sobre o trabalho realizado naquele setor e oficiar o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério Público Estadual (MPES) para averiguar as condições de trabalho dos servidores. No entender de Pazolini, eles estão submetidos a excesso de trabalho.

A CPI também aprovou o pedido ao Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciodes) das gravações ao telefone 156 referentes às denúncias sobre o caso, no período das 12 horas em diante, ocorridas no domingo (10), dia em que aconteceu o acidente com o cachorro.

Outra medida aprovada foi o convite ao Corpo de Bombeiros para prestar esclarecimento sobre o não atendimento ao chamado para resgatar o animal preso na varanda do apartamento.

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