Direitos de idosos em debate na Saúde

Reunião do colegiado contou com a presença da presidente da Rede Ibero-Americana de Associações de Idosos do Brasil, Maria Machado Cota 

Por Gabriela Zorzal

Maria Machado Cota
Segundo Maria Machado, saúde pública não está preparada para lidar com a crescente parcela / Foto: Tati Beling

“O Brasil não é mais um país de jovens”. A presidente da Rede Ibero-Americana de Associações de Idosos do Brasil (RIAAM-Brasil), Maria Machado Cota, falou à Comissão de Saúde sobre as dificuldades enfrentadas pelos idosos brasileiros para a garantia de direitos fundamentais. A reunião, que aconteceu nesta terça-feira (19), foi presidida pelo deputado Dr. Hércules (MDB) e contou a presença do deputado Dr. Emilio Mameri (PSDB).

De acordo com a presidente, a rede de saúde pública do país não está preparada para lidar com a crescente parcela de pacientes idosos. Além disso, também existem os obstáculos culturais, já o Brasil entendeu, há pouco tempo, que não é mais um país de jovens.  

“Infelizmente nós não temos profissionais preparados para trabalhar com esses idosos. O envelhecimento no Brasil é um tema novo e essa falta de conhecimento faz com que a rede médica, muitas vezes, não saiba acolher, atender e lidar com os idosos. Nós começamos a discutir as questões do envelhecimento no país há menos de 30 anos. Falava-se que o Brasil era um país de jovens. Mas descobrimos que somos um país em franco processo de envelhecimento”, explicou Maria Machado.

O processo de envelhecimento requer políticas públicas específicas para essa crescente parcela da população. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população brasileira vai encolher a partir de 2047 e, em 20 anos, o número de idosos será maior do que o número de crianças. Nesse cenário, pensar em políticas públicas que garantam os direitos dos idosos é fundamental. A RIAAM-Brasil atua justamente nesse sentido.

“A rede está numa fase de organização. Nós temos poucos recursos financeiros. Estamos investindo na formação de multiplicadores. O principal objetivo é tornar esse idoso o protagonista de sua vida. Nós queremos que ele saiba onde buscar os seus direitos. As pessoas precisam conhecer seus direitos e saber onde buscá-los”, reforçou a presidente.

Formada por entidades ligadas aos idosos, aposentados e pensionistas, a rede busca sensibilizar o governo e a sociedade sobre a problemática ligada ao idoso e discutir um sistema de proteção social para essa parcela da população. 

Sobre o tema, o deputado Dr. Hércules reforçou a necessidade de investir em prevenção. “O envelhecimento da população traz desafios para qualquer governo, em especial a área da saúde, que recebe e trata esses pacientes. O país precisa garantir os direitos básicos. É preciso lembrar que esse atendimento é diferenciado. E, como eu sempre reforço, precisamos ter uma boa política de prevenção”, disse o presidente do colegiado.
 

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