Gandini critica demora da Vale em despoluir

Segundo deputado, embora prevista em TCA, retirada de rejeitos de minério de parte da Praia de Camburi não foi cumprida

Por Gleyson Tete

Fabrício Gandini
"Fizeram o Atlântica Parque, mas o principal não fizeram", afirmou / Foto: Lissa De Paula

O deputado Fabrício Gandini (PPS) usou a tribuna da Assembleia Legislativa (Ales) durante a sessão ordinária desta segunda-feira (15). Ele acusou a Vale S.A. de descumprir Termo de Compromisso Ambiental (TCA) assinado em 2017 que previa a retirada dos rejeitos de minério depositados em parte da Praia de Camburi, em Vitória.

“Eram vários itens, mas o principal era recuperar a área. Fizeram o Atlântica Parque, mas o principal não fizeram. Quando a empresa entrega coisas a fazer, faz para protelar. Ela tinha que apresentar esse ano o termo de recuperação”, afirmou.

Segundo o parlamentar, a mineradora alega dificuldades de encontrar local adequado para colocar os rejeitos que serão retirados. “Dá vontade de falar pra levar para a empresa”, disparou.

Ele ainda disse que tanto o Ministério Público Federal (MPF) quanto o Estadual (MPES) - que elaboraram o TCA - deveriam rescindir o termo por descumprimento dos dispositivos pela empresa. “Se esse contrato não for cumprido a Vale perde a licença de operação”, argumentou.

Educação

Sergio Majeski (PSB) abordou o tema educação em sua fala no grande expediente. Ele disse que nos últimos aumentou o tempo de escolaridade dos brasileiros, mas que isso não significava melhora na qualidade da educação. O parlamentar destacou a falta de capacidade interpretativa de grande parcela da sociedade.

“As pessoas nas redes sociais ficam acusando mídia. O problema não está na imprensa, mas na falta de capacidade que a população tem de interpretar e formar sua própria opinião. (...) O problema não está no jornal, na revista, na emissora de TV, mas na baixa formação cultural”, apontou.

Para Majeski, a população deveria cobrar um projeto educacional decente do governo federal. “Olha a bagunça que está no MEC. Várias pessoas nomeadas ligadas ao mundo corporativo, de bancos etc. Precisamos de pessoas que entendam de educação e levar em consideração os planos nacionais e municipais de educação, que estão sendo ignorados. Ninguém precisa inventar a roda”, salientou.

Assédio

Já o Dr. Emílio Mameri (PSDB) aproveitou seu tempo para repercutir proposta apresentada por ele que pretende coibir a prática dos diversos tipos de assédio em instituições públicas. “Não admitimos mais situações como essas. Estamos defendendo essa investigação para que possamos banir quem usa do seu poder, da sua condição de superioridade para praticar os mais diversos assédios”, esclareceu.

O tucano explicou que a ideia é que tenha apuração detalhada dos casos por meio de processos administrativos e que os culpados sejam punidos. “Temos que proteger as pessoas. Com a persistência dos deputados talvez possamos chegar ao momento que essa situação seja resolvida”, concluiu.

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