Pitoco: CPI decide encaminhar caso para órgãos

Delegacia especializada, Ministério Público e conselho de medicina veterinária devem se manifestar sobre cachorro morto por supostos maus-tratos e negligência

Por Aldo Aldesco

José Luiz Santos de Souza
Depoimento prestado pelo dono do cão não convenceu deputados / Foto: Lissa De Paula

O caso do cachorro Pitoco, de Ponta da Fruta, Vila Velha, supostamente morto em decorrência de maus-tratos recebidos de seu dono, somado a possível negligência do veterinário, deverá ser encaminhado à Delegacia Especializada de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), ao Ministério Público do Estado (MPES) e ao Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV).

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Os depoimentos prestados tanto pelo tutor do cachorro, o comerciante José Luiz Santos de Souza, como pelo médico veterinário Rafael Vieira Ribeiro, que atendeu o animal, não convenceram os deputados na reunião extraordinária da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Maus-tratos contra os Animais. O encontro foi nesta quarta-feira (15), no Plenário Rui Barbosa.

Internação

O médico veterinário Rafael Vieira Ribeiro relatou que o animal foi resgatado no dia 2 de maio, por volta das 11 horas. O animal estava anêmico, desidratado, com fraqueza e com marcas de machucados nas patas. O hemograma acusou quadro de alta infecção. Disse que recomendou a continuidade do tratamento do animal.

A médica veterinária do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-ES) Roseana dos Reis perguntou se o animal foi encaminhado para internação. Ribeiro disse que recebeu a informação de que o animal seria encaminhado para tratamento em Guarapari, mas não fez explicitamente o encaminhamento para internação.

“Posso ter errado em não ter colocado o encaminhamento de internação no documento. Foi escrita uma carta relatando as condições do animal. Admito que errei”, admitiu o veterinário. Ribeiro revelou que foi a segunda vez que o proprietário lhe levou um cachorro em estado grave. A primeira foi um cão da raça rottweiler.

Acorrentado

Souza, o proprietário de Pitoco, disse que o animal chegou doente em sua loja. Afirmou que um funcionário o levou ao médico veterinário. Alegou que o cachorro fugiu e por isso foi acorrentado durante a semana de feriado prolongado.  O animal foi preso na segunda-feira, 29 de abril, segundo Souza, e morreu dia 2 de maio.

Segundo disse, resgatou mais de cem animais porque em frente de sua loja de material de construção tem um ponto de ônibus. Os cachorros seguem o dono e depois que o dono toma a condução, o animal fica perdido.

O titular da DPMA, Eduardo Passamani, que também é delegado da Delegacia Especializada do Consumidor (Decon), instalada na Assembleia Legislativa (Ales), perguntou pelo nome do funcionário que havia levado o animal ao veterinário e era responsável, segundo Souza, pela alimentação do animal.  

O comerciante afirmou que nunca usou um cachorro na condição de vigilância da loja e não soube dizer, num primeiro momento, o nome de seu funcionário que levou o animal no veterinário. Sabia que era Baiano, mas depois lembrou que era Ricardo.

Encaminhamentos

Tomados os depoimentos do veterinário e do proprietário do Pitoco, a deputada Janete de Sá (PMN), presidente da CPI, concluiu que diante das informações prestadas, o caso deve ser levado para além da comissão. “Quando a gente percebe que existe inocência, a gente trata do caso aqui mesmo. Mas o senhor me perdoe. Não estamos vendo boa vontade. Entendemos que há necessidade de investigação”, disse a deputada a Ribeiro.

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