Iriny defende indicação de Wylys e Stédile

Requerimento pede que nomes indicados pela petista para receberem título de Cidadania Espírito-Santense passem pelo crivo do Plenário

Por Redação Web Ales

Iriny Lopes
Parlamentar defendeu que são "duas pessoas honestas, decentes e com serviços prestados” / Foto: Tati Beling

A deputada Iriny Lopes (PT) criticou da tribuna, na sessão desta terça-feira (11), a postura de alguns colegas parlamentares por pedirem a análise, em plenário, de projetos de decreto legislativo (PDLs) de autoria da petista que concedem título de Cidadania Espírito-Santense para o ex-deputado federal Jean Wyllys e a um dos fundadores do Movimento sem Terra (MST) João Pedro Estédile.

“Pelo respeito real que tenho ao direito de cada um indicar aquilo que pensa, é que eu defendo, inclusive, que essas pessoas possam manter as suas indicações como eu manterei as minhas, até o final, porque estou falando de duas pessoas honestas, decentes e com serviços prestados”, defendeu Iriny em referência a Wyllys e Estédile.

A análise prévia sobre projetos que concedem títulos de cidadania normalmente é feita pelas comissões, e não pelo Plenário, mas um requerimento encabeçado pelo deputado Euclério Sampaio (sem partido) e lido nesta terça-feira pede que o Plenário decida se os títulos serão concedidos ou não. O requerimento foi deferido pela Mesa Diretora também na sessão desta terça (11) e seguiu para a análise da Comissão de Justiça.

A questão levantou debate. Sergio Majeski (PSB) se disse surpreso com a reação dos parlamentares ao pedido de Iriny para concessão do título de cidadania a Jean Willys e João Pedro Estédile. Destacou que a indicação dos nomes segue critérios particulares de cada parlamentar, apesar de a regra definir que seja concedido a pessoas com relevantes serviços prestados ao Espírito Santo.

O socialista também avaliou que existem assuntos mais importantes a serem debatidos no Parlamento em favor da sociedade, como as emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

O requerimento 207/2019 assinado por oito deputados pede que os PDLs 35 e 36/2019, de Iriny Lopes, sejam apreciados, conclusivamente, pelo Plenário. Além de Euclério, assinam o documento Carlos Von (Avante), Capitão Assumção (PSL), Vandinho Leite (PSDB), Delegado Lorenzo Pazolini (sem partido), Delegado Danilo Bahiense (PSL), Pastor Marcos Mansur (PSDB) e Torino Marques (PSL).

Redes sociais

O deputado Capitão Assumção (PSL) criticou a portaria 778-R do Poder Executivo que trata das Normas Internas para uso institucional das redes sociais no âmbito da Polícia Militar do Estado (PMES). O parlamentar disse que a portaria vai de encontro ao que diz a Constituição Federal quanto à liberdade de expressão e livre manifestação de pensamento.

Assumção destacou o artigo 12 da portaria, que veda aos policiais “emitir opinião de caráter institucional sem autorização ou que venha a denegrir a imagem da corporação valendo-se, através de qualquer meio, da identidade corporativa em perfis pessoais ou em perfis institucionais”.

violência contra a mulher

Doutor Hércules (MDB) manifestou indignação com o parecer da Comissão de Justiça pelo arquivamento do Projeto de Lei (PL) 85/2019, de sua autoria, para proibir que  pessoa  condenada por violência doméstica e familiar contra a mulher exerça cargo, emprego ou função pública.

O deputado citou o exemplo do Estado do Rio de Janeiro, onde foi sancionada norma com esse mesmo teor. “O Espírito Santo é o Estado que mais mata mulheres. Nós, deputados, temos que dar o exemplo, não contratar para nossos gabinetes pessoas condenadas por violência contra a mulher, contra a família. O que estou pedindo não é nenhuma novidade, já virou lei no Rio de Janeiro”.

Taxa de iluminação

Vandinho Leite (PSDB) comemorou a aprovação, na Câmara Municipal da Serra, do PL do vereador Gilmar Dadalto (PSDB) que reduz a taxa de iluminação cobrada no município. Vandinho reiterou denúncia sobre o valor 3,5 vezes mais alto que o cobrado em Vitória, mesmo a Serra tendo mais unidades habitacionais e pontos de iluminação que na Capital. O deputado clamou ao prefeito Audifax Barcelos (Rede) para que sancione a matéria aprovada com o voto de 17 vereadores.

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