Falas de Bolsonaro sobre ditadura são criticadas

Em reunião da Comissão de Cidadania, representantes do Fórum Memória Verdade e Justiça criticaram ataques do Presidente à memória de Felipe Santa Cruz

Por Kissila Mell

Francisco Celso Calmon e Claudio Vereza
Francisco Celso Calmon e Claudio Vereza representaram o Fórum / Foto: Tati Beling

Representantes do Fórum Memória Verdade e Justiça estiveram hoje (13) na Comissão de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos para registrar nota de repulsa aos ataques verbais do presidente da República, Jair Bolsonaro, à memória de Fernando Santa Cruz, pai do atual presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz.

Confira mais fotos da reunião desta terça (13)

Por requerimento da deputada e vice-presidente do colegiado, Iriny Lopes (PT), o ex-deputado estadual Claudio Vereza e o Coordenador do Fórum, Francisco Celso Calmon, discursaram e solicitaram solidariedade da Comissão de Direitos Humanos para registrar em seus anais a nota pública da Rede Brasil Memória Verdade e Justiça, em defesa da manutenção da democracia. Na ocasião, Calmon leu a nota pública e deixou claro o objetivo do Fórum.

“Estamos aqui em memória e em indignação às declarações do presidente Jair Bolsonaro. Essas declarações foram toscas, grosseiras, provocativas e mórbidas. Tudo somente para ofender e atingir o filho do presidente da OAB Nacional. Não cabe, no entendimento de nenhum brasileiro, ouvir isso de um presidente da república, cargo esse que exige no mínimo equilíbrio e respeito aos valores constitucionais. Infelizmente já estamos nos acostumando com essas atrocidades vinda de Bolsonaro, mas se não nos manifestarmos isso continuará sendo naturalizado”, lamentou Francisco.

Para Vereza as atuais declarações e posicionamentos do Presidente Jair Bolsonaro demonstrariam um desejo da volta do regime militar.

“O Presidente já deixou claro seu anseio pela ditadura. Haja vista a composição de seu governo, seus posicionamentos como militar, e por sempre atacar pessoas que atuaram contra o regime no período de 1964 até 1985 mais ou menos. Nós temos registrados depoimentos de pessoas que sofreram verdadeiramente nas mãos da ditadura. Inclusive, muitos casos capixabas publicados em livro. É preocupante e importantíssimo que a memória do que ocorreu seja resgatada sempre para que essas atrocidades não aconteçam mais”, ressaltou Vereza.

De acordo com a deputada Iriny, “os representantes do Fórum Memória Verdade e Justiça estiveram na Comissão com o objetivo de apresentar nossa indignação diante das provocações e do desrespeito do Presidente com a família Santa Cruz e com a memória dos mortos. Fernando Santa Cruz foi militante da resistência à ditadura militar, desaparecido e assassinado após ser preso por agentes da repressão em fevereiro de 1974”, lembrou Iriny.

A reunião foi coordenada pelo presidente da comissão, Enivaldo dos Anjos (PSD). Os deputados Adilson Espíndula (PTB) e Lorenzo Pazolini (sem partido) também estavam presentes.

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