Aftosa: ES trabalha para retirar vacina em 2021

Comissão de Agricultura discutiu nesta terça (10) o andamento do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da doença

Por Karina Borgo

Fabiano Rangel, Idaf
Rangel: ES precisa avançar em recursos humanos e investimentos para encerrar vacinação da aftosa / Foto: Ellen Campanharo

O plano estratégico para retirada da vacinação contra a febre aftosa no Brasil foi apresentado à Comissão de Agricultura, em reunião realizada nesta terça-feira (10), no Plenário Dirceu Cardoso. Segundo o agente de Desenvolvimento Agropecuário do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), e membro do grupo gestor nacional do plano, Fabiano Rangel, o Espírito Santo atingiu níveis satisfatórios em alguns componentes, mas precisa melhorar nos índices de recursos humanos e investimentos.

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“Estamos trabalhando agora para melhorar esses índices e chegar em 2021 plenamente capacitados para retirar nossa vacina”, afirmou o representante do Idaf. A retirada é gradual e de acordo com requisitos sanitários e determinações contidas no Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa).

O plano compreende ações de responsabilidades do Governo Federal e dos estados, e foi elaborado em 2017 por uma equipe gestora formada por órgãos públicos e entidades representativas do setor agropecuário, com a meta de retirada total da vacina até 2026.

Das 102 ações previstas na política, 60 competem ao Governo Federal, como o repasse de verbas, e 42 aos estados, que foram distribuídos em cinco blocos. O Espírito Santo concluiu sete ações e está com 20 em andamento. Já em São Paulo, que faz parte do mesmo bloco, 38 das 42 ações ainda não foram iniciadas.

“O plano estratégico foi elaborado com o objetivo de fortalecer o serviço veterinário brasileiro, porque o Ministério da Agricultura entende que melhorando essa qualidade, podemos atingir um patamar de excelência para ter a tranquilidade de retirar a vacina, então os estados terão que investir na prevenção e nos cuidados para evitar que a doença retorne”, explicou Rangel.  

No ranking nacional do cumprimento das metas estaduais para a retirada da vacina, o destaque é o Paraná, que já pediu a antecipação. Os estados do Nordeste estão com dificuldades em avançar na execução das ações, e tiveram o prazo adiado. “O reconhecimento como área livre da febre aftosa sem vacina é feito em bloco, então, se um estado não avança, os outros podem ser prejudicados”, alertou Rangel.

Fabiano Rangel também citou a “descontinuidade” no repasse de verbas federais para custeio das ações de defesa agropecuária no país como desafio a ser enfrentado pelos estados para execução do plano.

O superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Espírito Santo, Aureliano Nogueira da Costa, esclareceu que o Mapa participa diretamente com recursos, na formatação de convênios, para possibilitar que o estado execute sua função na área de fiscalização. “Embora sejamos auditores do processo no estado, somos colaboradores efetivos nessa ação”, argumentou, citando a iniciativa recente do órgão de oferecer curso de capacitação para técnicos do Idaf se tornarem multiplicadores de conhecimento para contribuir com o plano.

Impacto

Para o presidente da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil, Nabih Amin El Aouar, a retirada da vacina contra a febre aftosa vai impactar positivamente o mercado, mas requer apoio do setor e dos órgãos competentes.

“A nossa associação é totalmente parceira dessa condição de mudança de status para país livre de aftosa sem vacinação. O que temos que nos preocupar é com a preparação e organização dos órgãos de defesa sanitária para essa situação, e nós estamos muito bem representados aqui no estado pelo Idaf e pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Essa mudança de status valorizará nosso produto e o país ganhará credibilidade, confiança e abertura de mercados internacionais para exportação, dessa forma o produtor terá maior rentabilidade, haverá geração de emprego maior e de divisas para o país”, analisou El Aouar.

A presidente da Comissão de Agricultura, deputada Janete de Sá (PMN), também defendeu a união de esforços do setor e do Poder Público para o alcance da meta para o Espírito Santo, que é a retirada da vacina até 2021.

“Precisa haver um trabalho em conjunto envolvendo o setor de fiscalização, o Ministério da Agricultura, o setor privado, pois será um ganho termos a erradicação da febre aftosa sem a necessidade de vacinação. Isso abre mercado, agrega valor ao nosso produto lá fora. E as informações trazidas aqui para o parlamento foram muito importantes porque a classe política do nosso estado desconhece muitas das questões que foram colocadas, e essa classe também é um agente para facilitar que o Espírito Santo consiga êxito nesse plano estratégico”, afirmou. 

Os deputados Marcos Garcia (PV), Torino Marques (PSL) e Adilson Espindula (PTB) também defenderam a união de todos os atores envolvidos no processo para que o estado cumpra a meta de retirada da vacina em 2021.

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