Vandinho critica possível fechamento de Escola Viva

Deputado questionou possibilidade do Governo do Estado fechar unidade piloto do modelo de escola integral, no bairro São Pedro na capital

Por Gleyson Tete

Vandinho Leite
Vandinho Leite: é preciso incentivar a abertura de escolas de tempo integral / Foto: Tati Beling

O deputado Vandinho Leite (PSDB) usou a tribuna da Assembleia Legislativa (Ales) durante sessão extraordinária realizada nesta terça-feira (10) para tecer críticas ao Governo do Estado por avaliar a possibilidade de fechar a unidade piloto da Escola Viva localizada no bairro São Pedro, Vitória.

Segundo o parlamentar, uma das justificativas para a medida é o número reduzido de alunos matriculados. Ele destacou, entretanto, que é preciso incentivar a abertura de escolas de tempo integral, principalmente, nos bairros mais carentes, e orientar os pais a matricularem seus filhos, pois elas são uma alternativa para que os adolescentes não fiquem a mercê da violência.

Leite disse que outro argumento utilizado pelo Executivo para fechar a escola seria o contrato de aluguel elevado, que somado a outros custos daria uma despesa anual de R$ 1,6 milhão. “Discuta, arrume outro local, agora vai fechar escola?”, indagou. O tucano lembrou que o governo passado foi muito criticado por quem está no poder quando fechou escolas, mas que agora pretendem fazer o mesmo.

Por fim, o deputado, que é presidente da Comissão de Educação da Casa, recordou que o Estado ficou em primeiro lugar no país no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) referente ao ano de 2017. “Ficou com nota 4,4, mesmo assim não atingiu a meta do Ideb nacional, que era de 5,1. O governo está fechando uma escola de Ideb 5,4”, afirmou.

Quem também se pronunciou a respeito do tema foi o deputado Freitas (PSB). O parlamentar defendeu a política educacional do governador Renato Casagrande (PSB). “O governo vai abrir 40 escolas de tempo integral, sendo só 11 escolas a partir de janeiro do ano que vem”, garantiu.

Mobilização

A defesa da reposição salarial para o funcionalismo público estadual foi o mote do pronunciamento do deputado Capitão Assumção (PSL). De acordo com o pesselista, o caixa do Executivo está “abarrotado” e poderia ser usado na valorização dos servidores.

“O governador está sentado em cima de um cofre com moedas de ouro como o Tio Patinhas. Aqueles que fazem a máquina pública andar estão sendo depreciados. A reposição salarial que o governo não quer dar é de 28,5% e é uma determinação judicial. Ele tem que fazer o que está na Constituição Federal”, disse.

Assumção ressaltou que os servidores já tinham feito uma grande manifestação esse ano e iriam fazer outra nesta quarta-feira (11) para reforçar a cobrança. “Quero saber até onde o governo vai esticar essa corda. Será que o governo vai querer ver todas as categorias do funcionalismo público paradas?”, questionou.  

Ele concluiu a fala salientando que outros estados que participaram de programas de refinanciamento das dívidas e que não obtiveram nota A da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) concederam reajustes salariais para os servidores, mas que o Espírito Santo permanece com a política de austeridade.

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