Professora de Vila Velha se explica sobre denúncia

Educadora esclareceu aos deputados sobre atividade dada aos alunos que é objeto de investigação na Comissão de Proteção à Criança e ao Adolescente

Por Titina Cardoso

Comissão de Proteção à Criança e ao Adolescente
Comissão ouviu denunciantes, professora e diretora de escola municipal de Vila Velha / Foto: Lucas Silva

A Comissão de Proteção à Criança e ao Adolescente realizou reunião extraordinária nesta segunda-feira (21) para apurar caso ocorrido em uma escola de Vila Velha. Conforme denúncia, a professora substituta de português teria passado aos alunos uma atividade com conteúdo de cunho sexual e alguns estudantes teriam se sentido constrangidos em realizar a tarefa. Os pais de uma das alunas procuraram o colegiado. 

Nesta segunda-feira (21), os deputados ouviram os denunciantes, a diretora da escola e a professora. A mãe de uma aluna de 12 anos relatou que a professora estaria “ensinando o que é sexo oral e masturbação” e que a filha teria ficado com vergonha de apresentar trabalho sobre o tema. 

A mãe disse ainda que o constrangimento trouxe prejuízos psicológicos à menina. “Minha filha, hoje, não é a mesma criança. Estragou a minha filha. Jogou a minha filha para o mundo. Inclusive vou pagar um psicólogo para ela”, contou. O padrasto da estudante concordou: “Ela mudou completamente o comportamento em casa”, disse. 

Versão da escola

Após ouvir os pais, o colegiado colheu o depoimento da diretora da escola. A diretora contou que, quando soube do ocorrido, chamou a professora para conversar. Segundo a diretora, a educadora teria relatado que as alunas não teriam entendido a abordagem da atividade. “A professora falou que queria fazer o trabalho na forma de prevenção, de cuidado”, contou. 

A diretoria teria, então, colocado a profissional à disposição da Secretaria Municipal de Educação de Vila Velha. A secretaria decidiu afastar a professora, que era contratada no regime de designação temporária. 

Versão da professora

A professora denunciada pelos pais explicou aos deputados a sua versão. Ela contou que gosta de trabalhar temas transversais em suas aulas e acredita que é uma “oportunidade de os meninos serem instruídos para a vida”. Ela disse que pediu aos alunos que preparassem um seminário sobre temas variados e um dos grupos ficou com o seguinte assunto: “Drogas: baladas e sexo”. 

A intenção dela era que os alunos pesquisassem sobre as consequências do uso de drogas, principalmente em baladas. Ela explicou que queria que os alunos entendessem que não era para aceitarem drogas oferecidas em baladas, o que poderia levar a consequências como sexo precoce e promíscuo. 

A professora explicou que as perguntas veiculadas na imprensa que ela supostamente teria passado aos alunos não foram elaboradas por ela. Uma das alunas teria escrito as perguntas e respostas em seu caderno para basear sua apresentação do trabalho. Segundo a professora, os alunos não entenderam sua proposta. 

Conclusão 

Para o deputado Vandinho Leite (PSDB), a professora errou em colocar esse assunto como tarefa. “Como falar para o aluno procurar sobre sexo promíscuo na internet sabendo que ia achar pornografia?”, questionou. Ele também criticou o fato de a professora de português ter usado temas transversais em suas aulas. “Acho isso uma coisa estarrecedora, querer se enfiar em área que não é competência dela”, opinou. 

O deputado Luciano Machado (PV) ponderou: “Eu acho que a senhora errou. Não acho que teve má intenção, foi com a intenção de contribuir, mas não foi a melhor maneira”, comentou. 

Para o presidente da comissão, Lorenzo Pazolini (sem partido), a professora “induziu as crianças a visualizarem material totalmente inadequado”. A conclusão do colegiado foi que o caso foi uma conduta isolada. A comissão oficiará a Prefeitura de Vila Velha e as Secretarias Municipais de Educação e de Assistência Social a prestarem atendimento psicossocial à menina que teve prejuízos psicológicos, segundo os pais. 

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