Guarapari: moradores querem guarda municipal

Em audiência sobre segurança pública, problemas como reduzido efetivo policial e superlotação em penitenciária foram discutidos

Por Wanderley Araújo

Pessoas sentadas atrás de uma mesa
Audiência foi promovida pela Comissão de Segurança Pública / Foto: Wanderley Araújo

Na sequência das audiências públicas realizadas em cidades capixabas, a Comissão de Segurança esteve em Guarapari na noite de quarta-feira (6). No encontro realizado na Câmara de Vereadores, os moradores do balneário, conhecido em todo o país devido às praias, manifestaram preocupação de que a chegada do verão venha a agravar ainda mais os índices de violência, já considerados altos na região. 

Praticamente todos os que usaram a palavra pediram a implantação de uma guarda municipal armada para reforçar as ações das polícias Militar e Civil no combate ao crime em Guarapari. 

Vinícius Lino Nascimento, morador do bairro Coroado, disse que comerciantes estariam abandonando a cidade com medo dos roubos e furtos. Para o morador, os efetivos policiais estão reduzidos em todo o estado e, no caso de Guarapari, a criação da guarda municipal aumentará a presença de fardados nas ruas, dando maior sensação de segurança e inibindo à ação dos bandidos. 

Na Câmara Municipal há projetos de indicação de vereadores solicitando ao prefeito Edson Magalhães a criação da corporação civil, mas ele ainda não decidiu sobre o assunto. Presentes ao encontro, os vereadores Zé Preto e Rosangela Nunes Loyola manifestaram apoio aos moradores em suas reivindicações pela instalação da guarda local. 

O prefeito de Guarapari foi convidado mas não compareceu ao debate para se posicionar sobre as demandas dos moradores. 

Confira a galeria de fotos da audiência pública

Policiamento

Dados apresentados pelo presidente da Comissão de Segurança, deputado Delegado Danilo Bahiense (PSL), apontam o número insuficiente de policiais militares e civis para atender o balneário. 

No efetivo previsto de 328 policiais militares, apenas 246 foram disponibilizados para o policiamento. Com as baixas provocadas por férias e licenças médicas apenas 220 trabalham em média efetivamente no dia a dia.

Nos serviços de plantão da Polícia Civil há cinco delegados, cinco escrivães e 16 investigadores, número considerado ainda insuficiente por Bahiense. 

Há em Guarapari divisões da Polícia Civil em áreas como narcóticos, homicídios, mulheres e infrações penais, com apenas um delegado em cada uma dessas repartições. “Esses efetivos são pequenos e estamos em luta permanente junto ao governador Renato Casagrande para ampliarmos essas estruturas”, disse Bahiense. 

Foram apresentados ainda dados relativos aos índices de violência em Guarapari entre janeiro e outubro deste ano. Foram 4.505 ocorrências relativas a crimes contra o patrimônio (roubos e furtos) no período. Nos dois primeiros meses, foram registrados 1.223 casos, número que caiu para 875 considerando os meses de setembro e outubro. 

Nesse contexto, os furtos totalizaram no período 2.440. Se em janeiro e fevereiro eles somaram 717, em setembro e outubro caíram para 444. Já os roubos, que no primeiro bimestre foram 312, nos meses de setembro e outubro ficaram em 222, totalizando 1.147 ocorrências de janeiro a outubro. 

Detenção lotada 

No Centro de Detenção Provisória de Guarapari há 1.087 presos numa estrutura com capacidade para apenas 580 vagas, o que resulta num excedente de 427 detentos. 

O deputado Carlos Von (Avante), que tem base eleitoral em Guarapari e solicitou a realização da audiência pública, afirmou que, apesar do efetivo reduzido, as polícias Militar e Civil têm feito o que podem para diminuir a violência. 

Para ele os números apresentados demonstram isso, já que, apesar de ainda preocuparem muito os moradores, as ocorrências de furtos e roubos diminuíram um pouco ao longo deste ano. 

“Não tenho dúvida de que uma guarda municipal seria muito bem-vinda para ajudarmos na redução da criminalidade em nosso município. Precisamos manter o foco em relação a isso, mantendo a luta por essa conquista”, defendeu. 

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