Trabalho de preservação é apresentado em colegiado

Meio Ambiente conheceu projeto que protege espécie do animal em risco de extinção

Por Márcia Tourinho

Comissão de Meio Ambiente
Importância da iniciativa no contexto ambiental foi destacada pelo colegiado / Foto: Ellen Campanharo

Considerado um símbolo da biodiversidade capixaba, o jacaré-de-papo-amarelo foi tema da reunião da Comissão de Meio Ambiente desta quarta-feira (12), no Plenário Rui Barbosa. A espécie está em risco de extinção no estado devido à perda do habitat natural, caça, mudanças climáticas e poluição da água.

Confira as fotos da reunião

O colegiado recebeu o médico veterinário e coordenador do Projeto Caiman de Pesquisa e Conservação do jacaré-de-papo-amarelo, Yhuri Cardoso Nóbrega, e o gerente de Sustentabilidade e Meio Ambiente da ArcelorMittalBernardo Enne  Corrêa da Silva.

Yhuri destacou que o trabalho do projeto Caiman, desenvolvido pelo Instituto Marcos Daniel (IMD), é considerado hoje uma referência internacional nas ações de estudos e cuidados de espécies em risco de extinção.

“O projeto Caiman vem realizando desde 2014 atividades de pesquisa e mapeamento dos processos ecológicos e sanitários das populações de jacarés-de-papo-amarelo no estado e em outras unidades de conservação no País, como o Cerrado, o Pantanal e na Caatinga, trabalho que é acompanhado por entidades de 60 países, com relatórios de trabalho e pelas redes sociais”, destacou Yhuri.

Bicho pré-histórico, os jacarés surgiram antes dos dinossauros e conviveram por muitos anos. Ao contrário dos dinossauros, que foram extintos, os jacarés resistiram às mudanças e se adaptaram. No Brasil estão distribuídos em diversos lugares, mas a concentração é na região Sudeste, na Mata Atlântica.

Para o médico veterinário, a próxima etapa no projeto é o restabelecimento da biodiversidade, quando vai ocorrer a reintrodução da população de jacarés em várias unidades de conservação do País.

“Com a parceria da ArcelorMittal, que apoia e financia o projeto, e da Prefeitura Municipal de Vitória, que cedeu a antigo Parque Municipal  Fazendinha, em Jardim Camburi, para abrigar o Centro Ecológico Projeto Caiman, temos tido condições de avançar para este próximo estágio de reconciliação após anos de estudos”, comemorou Yhuri.

Bernardo Enne Corrêa da Silva também confirmou os resultados positivos da parceria. “Nossa intenção é manter as ações e os investimentos para que o projeto continue vitorioso nas várias frentes que atua, como educação ambiental, treinamentos, pesquisas e principalmente, a conservação da espécie”, afirmou o representante da ArcelorMittal.

Também presente à reunião, o diretor de Turismo da Companhia de Desenvolvimento, Inovação e Turismo de Vitória (CDV), Felipe Ramaldes, ressaltou o potencial de ecoturismo que a atividade do projeto Caiman significa para o estado.

“Vitória tem todas as condições para desenvolver a capacidade para o ecoturismo, como a riqueza marítima e a questão geográfica, e estamos unindo esforços para convergir estes potenciais e estabelecer este negócio”, afirmou.

Membro da comissão, o deputado Gandini (Cidadania) considerou a importância do assunto no contexto ambiental. Ele destacou a necessidade de os municípios vizinhos de Vitória se juntarem ao projeto e construírem unidades de conservação para gerar melhor qualidade de vida à população por meio do potencial turístico envolvido na atividade.

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