Redes sociais apresentam acervo da Ales

Obras de arte são destaque em série de publicações no Instagram e Facebook da Casa

Por Karina Borgo

Tela Partida de Arariboia exposta em espaço da Assembleia
Tela Partida de Arariboia estreou série das redes sociais / Foto: Tati Beling

O acervo artístico da Assembleia Legislativa (Ales) disponível em um clique. Essa é a proposta da nova série do Instagram e Facebook sobre as obras de arte expostas no Parlamento. A cada segunda-feira é possível contemplar uma nova obra, conhecer seu autor, as especificações técnicas e local onde está disponível no prédio da Ales.

A série estreou nesta segunda-feira (27), em grande estilo, com o quadro Partida de Arariboia, do capixaba Levino Fanzeres.  A tela pintada a óleo tem 4,75 por 3,26 metros, e é considerada a maior desse tipo no Estado. A obra data de 1921 e foi encomendada para as comemorações do Centenário da Independência do Brasil.

A cena retratada é a saída do cacique Arariboia da região da Prainha, em Vila Velha, para retornar à sua terra, a Baía de Guanabara, e guerrear contra índios tamoios e forças francesas. O líder indígena entraria para a história como o fundador da cidade de Niterói (RJ).

Na próxima semana é a vez do quadro “Evangelho na Selva”, do carioca Antônio Parreiras. A obra de 2.22 x 2.52 metros, pintada em óleo sobre tela, completa seu primeiro centenário neste ano.  A curadoria das obras publicadas é feita pelo Centro de Memória da Casa, que também receberá todo o conteúdo produzido para a série.

Acervo

O acervo artístico da Assembleia é composto por mais de 300 bens culturais móveis, entre quadros, gravuras, esculturas e fotografias. As obras foram adquiridas por meio de compra direta, doação pessoal ou doação compulsória pela participação dos artistas em exposições realizadas nos espaços culturais da Casa.

Segundo o Centro de Memória, setor responsável pela catalogação do acervo, o patrimônio cultural, por ser um bem público, deve ser preservado para potencializar a reflexão e o senso crítico, atuando assim como agente de transformação social. E para garantir a democratização do acesso, um dos projetos futuros é a disponibilização digital das obras.

Em 2005, um grupo de pesquisadores avaliou o acervo e elegeu, dentro de critérios preestabelecidos, 19 obras produzidas entre as décadas de 1920 e 1990, que mereceram destaque na publicação Acervo artístico e histórico da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo pelo seu valor artístico e cultural.

São obras de Levino Fanzeres, Aldamário Pinto, Antônio Parreiras Theodoro De Bona, Carlos Crepaz, Van Dijk, Marian Rabelo, Herberth Britto, Francisco Schwarz, Celina Rodrigues, Nelma Guimarães, Jimmy Lapin, Maria Cecília Jouffroy, Ângela Gomes, Maria das Graças Rangel, César Viola Maio e Zavoudakis.

De 1990 a 1996 todo o acervo foi restaurado no ateliê do artista plástico capixaba Kleber Galvêas, que mantém registros do trabalho em seu site pessoal. Galvêas apoiou a iniciativa da série no Instagram. “A divulgação das obras atende a uma obrigação constitucional, prevista nos artigos 215 e 216 da Constituição Federal, que tratam do apoio à cultura. É muito importante valorizar esse patrimônio histórico”, afirmou.

Segundo Margô Devos, secretária de Comunicação Social da Assembleia, a série estreou com muitas curtidas, elogios e interações, e não tem data para terminar. “Faremos a divulgação da maior quantidade (de obras) possível. É importante que a população tenha conhecimento do nosso acervo. Também queremos contribuir com a valorização do material artístico e com o resgate histórico das obras”, pontuou Devos. 
  
 

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