Associação de Parkinson pede apoio à Assembleia

Na Comissão de Saúde, presidente de entidade relatou atuação de voluntários e necessidade de recursos para acolher pacientes de todo o Estado

Por Larissa Lacerda, com edição de Angèle Murad | Atualizado há 1 mês

Homem de terno sentado atrás de mesa
Gouvea disse que associação precisa se estruturar como Oscip para acesso a verbas governamentais / Foto: Lucas S. Costa

Representantes da Associação de Parkinson do Estado do Espírito Santo (APEES) pediram apoio à Comissão de Saúde. Em reunião extraordinária nesta terça-feira (2), voluntários da associação e pacientes falaram sobre a história e os desafios da entidade, fundada há 19 anos. 

O presidente da entidade, Márcio Gouvêa, explicou que a APEES já chegou a ter uma sede, onde era oferecido atendimento multidisciplinar a pacientes e apoio a familiares. “Um dos principais trabalhos era o de ressocialização, pois muitas pessoas tendem a ser isoladas por vergonha dos movimentos involuntários causados pela doença”, comentou. 

Com a chegada da pandemia de Covid-19 no ano de 2020, a sede foi fechada e, desde então, o grupo tenta recompor as atividades. “Precisamos urgentemente de uma sede e de apoio de empresas parceiras para ajudar nos custos, para que possamos acolher os pacientes espalhados pelo estado que precisam de atendimento”, declarou Gouvêa.

A APEES também busca ajuda para se estruturar como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) e permitir acesso a verbas governamentais. Hoje a entidade não recebe nenhum tipo de financiamento.

A associação funciona com a ajuda de voluntários. O atendimento é feito, atualmente, por um grupo pelo Whatsapp com cerca de 80 pacientes que recebem tratamento virtual de fisioterapia e psicologia. O grupo também promove encontros para manter umas das principais atividades da associação, a ressocialização de pacientes.  

Doença degenerativa

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1% da população mundial com mais de 65 anos é portadora de Parkinson. No Espírito Santo, a estimativa é de 7 mil pessoas.

A doença de Parkinson ataca o sistema nervoso central, atingindo principalmente o sistema motor. É degenerativa e não tem cura mas, com o tratamento, é possível proporcionar qualidade de vida. Ela provoca a perda de células do cérebro, em especial, na área conhecida como substância negra, responsável pela produção de dopamina, um neurotransmissor que, entre outras funções, controla os movimentos.

O presidente da Comissão de Saúde, Doutor Hércules (Patri), destacou a necessidade de se apoiar iniciativas como a da associação. “O trabalho de vocês é essencial para garantia de direitos e dignidade das pessoas com Parkinson”, disse. O deputado sugeriu que o grupo busque assessoria do Núcleo Otacílio Coser de Apoio às Organizações da Sociedade Civil, que presta serviço de amparo e orientação. O setor da Assembleia Legislativa atende pequenas e médias organizações do estado que não têm estrutura financeira para contratar equipe administrativa.

A Comissão de Saúde pretende realizar uma reunião com o secretário de Estado de Saúde, Nésio Fernandes, para apresentar as demandas da Associação de Parkinson.

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