Saúde conhece iniciativa que reabilita queimados

Realizado pela Ufes, o Projeto Fênix oferece atendimento multidisciplinar para reinserir pacientes na sociedade

Por Marcos Bonn, com edição de Angèle Murad | Atualizado há 1 mês

Mulher loira com camisa branca sentada ao microfone
A coordenadora do projeto, Cíntia Santuzzi, ressaltou a importância do tratamento precoce das lesões / Foto: Lucas S. Costa

O Projeto Fênix, que reúne equipe multidisciplinar para tratar pacientes com sequelas de queimaduras graves, foi o tema da reunião ordinária da Comissão de Saúde desta terça-feira (16). A iniciativa começou em 2019 e, de lá para cá, recebeu 28 pessoas.

No Brasil acontecem cerca de 1 milhão de queimaduras ao ano e aproximadamente 100 mil precisam de internação. O dado foi repassado pela coordenadora do projeto de extensão da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Cíntia Santuzzi, para justificar a necessidade de uma reabilitação especializada.

De acordo com a professora de Fisioterapia da universidade, a maioria dos atendidos no local é formada por crianças menores de cinco anos e os agentes causadores das lesões mais comuns são escaldadura ou fogo. Os profissionais chegaram a tratar paciente com 80% da área corporal comprometida.  

Conforme explicou, o tratamento é complexo e de longa duração, pois muitos queimados graves apresentam restrições físicas, incluindo aquelas causadas por amputações. “Nossa intenção é retornar esse paciente para a participação social, para o retorno de suas atividades independente das sequelas que ele tem”, avaliou Santuzzi. 

Fotos da reunião 

Os atendimentos são feitos todas as segundas-feiras à tarde, no campus de Maruípe, em Vitória. Lá, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e fonoaudiólogo recebem pessoas de todo o Espírito Santo, sobretudo interior, adultos e crianças. Os profissionais fazem a avaliação clínica e traçam as demandas conforme as necessidades individuais. 

“A demanda é direcionada para a necessidade, então a gente vai ter paciente com dificuldade de caminhar, com dificuldade de marcha, pacientes que tiveram amputação. Então a gente tem um atendimento especializado que trabalha a pele, a questão da queimadura, mas também todas as outras necessidades do pacientes”, disse Santuzzi. 

Por se tratar de um projeto de extensão, a coordenadora explicou a contribuição dele para a formação profissional, o incentivo à produção de materiais científicos e à capacitação profissional. Há ainda uma vertente com foco na educação em saúde para divulgar a iniciativa e a prevenção de queimaduras. 

A coordenadora do projeto ressaltou a importância do tratamento precoce desse tipo de lesão, pois muitos pacientes acabam chegando tardiamente. Geralmente o encaminhamento é feito por intermédio dos três Centros de Tratamento de Queimados (CTQs) existentes no estado: Hospital Estadual Infantil de Vitória e Dr. Jayme Santos Neves, na Serra, ambos públicos, e o Hospital Vitória Apart Hospital, na Serra, da rede privada. 

Os deputados reconheceram os resultados positivos do projeto. O presidente da comissão, Doutor Hércules (Patri), ressaltou a necessidade de uma psicóloga e uma assistente social para compor a equipe, enquanto Luciano Machado (PSB) e Dr. Emílio Mameri (PSDB) sugeriram suporte por parte do governo do Estado para ampliar esse serviço. 

A coordenadora do curso de Terapia Ocupacional da Ufes, Mariana Midori Sime, participante da iniciativa, avaliou que a existência de uma equipe multidisciplinar para atendimento exclusivo dos queimados nos três hospitais de referência ajudaria na reabilitação. “Faz muita falta não ter os profissionais nos CTQs”, frisou. 

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