Educação debate novo modelo de ensino no campo

Data da Publicação: 14/11/2017


Comissão de Educação
Rodrigo Coelho (E), avaliou como positiva a exposição feita pelo superintendente Foto: Tati Beling

Por: Wanderley Araújo

Os deputados da Comissão de Educação deram sequência em reunião ordinária realizada nesta terça-feira (14) ao ciclo de debates sobre educação no campo com vistas à produção de um relatório com sugestões ao governo do Estado para um novo modelo de ensino que contemple as demandas atuais das pessoas que vivem no meio rural.

 

Desta vez houve palestra do superintendente-geral do Movimento de Educação Promocional do Espírito Santo (Mepes), Idalgizo José Monequi, que defendeu a ampliação das parcerias da entidade com o Poder Público e a iniciativa privada.

 

Conforme Idalgizo, o fortalecimento das parcerias garantirá a continuidade do modelo de ensino ministrado nas Escolas Família Agrícola (EFAs) centrado na chamada pedagogia da alternância, caracterizada pela aplicação do que é aprendido nas salas de aula nas atividades rurais.

 

Modelo para o país

 

O superintendente destacou que a pedagogia da alternância se tornou modelo de educação em todo o País, e hoje é ministrada em quase 300 EFAs em 21 estados brasileiros, com 27 mil alunos atendidos, beneficiando 72 mil famílias do campo.

 

O resultado disso, segundo pontou, é que 85% dos jovens que estudam nas EFAs permanecem no campo e desenvolvem novas técnicas de cultivo com ganhos de produtividade, num conceito de agricultura autossustentável e livre de agrotóxicos. No Espírito Santo, as EFAs estão presentes em 18 municípios, atendendo mais de dois mil alunos, envolvendo 163 professores/monitores.

 

Desde que foi criada a primeira EFA, no município de Anchieta, no ano de 1969, mais de 50 mil jovens da zona rural capixaba já foram preparados através desse modelo de ensino.

 

Ex-aluno na plateia  

 

O debate na Comissão de Educação foi acompanhado por um ex-aluno da EFA nos municípios de Iconha e Anchieta, onde estudou respectivamente o ensino fundamental e o curso de técnico em agropecuária.

 

Hoje diretor da EFA de Alfredo Chaves, Reginaldo Drago Lovati relatou que o aprendizado na pedagogia da alternância permitiu otimizar a produção na propriedade da família, já que seu pai também estudou em EFA, o que resultou em melhor organização da cadeia produtiva e ganho de produtividade.

 

Reginaldo disse ainda que onde há atuação forte da EFA os egressos desse tipo de ensino acabam formando uma rede de solidariedade através da constituição de associações de produtores, resultando em melhor comercialização da produção agrícola.

 

O presidente da Comissão de Educação, deputado Rodrigo Coelho (PDT), anunciou que o ciclo de debates sobre educação no campo vai continuar na Assembleia Legislativa por tempo indefinido, pois a temática é extensa. “Não estou preocupado com cronograma para essas discussões. Os encontros vão continuar pelo tempo que for necessário até produzirmos um relatório consistente a ser enviado ao governo do Estado”.

 

O parlamentar avaliou como positiva a exposição feita pelo superintendente do Mepes, já que a pedagogia da alternância tem demonstrado ao longo dos anos se tratar de uma ação que traz resultados concretos para o desenvolvimento da vida no campo.

 

“Os exemplos do que vem dando certo servem para somar nas inovações que poderemos apontar como caminho para incrementar ainda mais o aprendizado no campo”, afirmou Rodrigo Coelho.

 

 


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