Deputados comentam aprovação de fundos

Parlamentares disseram que Fundo Soberano coloca Estado como exemplo de pioneirismo, boa gestão e real capacidade de investimento

Por Redação Web Ales

Enivaldo dos Anjos
Líder do governo agradeceu deputados da base e independentes / Foto: Lissa De Paula

Após a aprovação de matérias que criam dois novos fundos estaduais – o de Infraestrutura e o Soberano – deputados da base do governo fizeram uso da tribuna para justificarem seus votos e agradecerem o que chamaram de unidade a favor do Espírito Santo. Para Freitas (PSB), Marcelo Santos (PDT) e Enivaldo dos Anjos (PSD), o Fundo Soberano coloca o Estado como um exemplo de pioneirismo, boa gestão e real capacidade de investimento.

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Agradecendo a votação “unânime e responsável” do Plenário, Freitas salientou o que chamou de protagonismo de um governador Renato Casagrande (PSB) “democrático, republicano e responsável” por enviar os dois projetos.

“Foi um projeto de infraestrutura para todas as microrregiões. Foi outro projeto que coloca um fundo soberano pensando a sociedade para daqui a 20 anos. Em 2013 o governo identificou que o Estado tinha mais direito sobre royalties e sobre participação especial no Parque das Baleias. Estamos colhendo fruto do que foi plantado em 2013, fruto que não é pequeno”, discorreu o socialista.

Líder do governo, o deputado Enivaldo dos Anjos agradeceu tanto os deputados da base quanto os independentes “pela contribuição e pelos debates”, e destacou o que chamou de uma atitude de estadista do governador pela proposta do Fundo Soberano “pois trata o Estado de maneira digna e só coloca o Espírito Santo na ponta, com responsabilidade com as leis”.

Já Marcelo Santos lembrou que Casagrande poderia tanto criar o fundo sem envio de matéria ao Legislativo, e que o mesmo mecanismo não havia necessidade de ser criado agora, no entanto, a decisão do Executivo representaria uma vitória do povo capixaba. Retornando à tribuna, Enivaldo comparou a situação do ES com o Brasil. Citou o discurso corrente de um cenário nacional preocupante se reformas não forem aprovadas.

“Colocam que se as reformas não forem aprovadas o governo federal estaria quebrado. Nós do Espírito Santo podemos viver este privilégio de se criar fundo para depositar nos próximos anos R$ 10 bilhões. Isso demonstra toda eficiência da economia, da estabilidade e da organização administrativa do Estado”, defendeu.

“Faz com que possamos ser vistos de maneira privilegiada. Dos quatro estados da Região Sudeste só dois têm capacidade de investimento, São Paulo e o Espírito Santo, que passa a ser visto a partir de hoje como um Estado organizado. É como se fosse um país de primeiro mundo. Provou que tem maturidade, tem gestão, tem governo centrado”, concluiu.

Fase das comunicações

Na fase das comunicações, realizada após a sessão extraordinária, a deputada Iriny Lopes (PT) fez discurso sobre o que chamou de “questão democrática e representação democrática”.

“A democracia representa respeito ao pensamento adverso e essa Casa representa diversos segmentos. Nós não podemos aceitar que esse modo de vida democrática seja substituído pelo adverso, que é o autoritarismo. Quem me elegeu é quem pensa e enxerga igual a mim. Não farei um mandato oposto daquilo que defendi ou prometi no período eleitoral. Eleição não é brincadeira”, refletiu.

“Os eleitores que me trouxeram aqui são humanistas, democráticos, eleitores de esquerda. Que não gostariam que eu me posicionasse como de centro ou de direita ou ultradireita. É a primeira vez que vejo, em 40 anos na vida política, postura de pares que desrespeitam o posicionamento de uma colega sobre título de cidadania. O Espírito Santo não é uma ilha e todos aqueles e aquelas que lutam por uma democracia merecem sim um título de cidadania”, defendeu.

Feminicídio

Já a deputada Janete de Sá (PMN) usou a tribuna para lembrar agenda da Frente Parlamentar da Mulher na quinta-feira (13) que discutirá os índices de feminicídio no estado. “As mulheres não aguentam mais serem saco de pancadas. Questiono-me como o nosso estado está colocado em 4º lugar nos índices de feminicídio no País? Por que um estado que diminui os números de homicídio, mas cresce os referentes à violência contra mulher?”, colocou.

Para Janete de Sá, é preciso aprofundar sempre o debate, principalmente sobre a questão do machismo que seria a causa preponderante neste cenário.

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