CPI das Licenças conhece pesquisas sobre pó preto

Estudos realizados pela Ufes foram apresentados pelo pró-reitor Neyval Reis, que defendeu capacitação e apoio a técnicos dos órgãos ambientais

Por Larissa Lacerda

CPI das Licenças
Para Marcelo (c), falta colocar em prática o resultado das pesquisas / Foto: Ellen Campanharo

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Licenças recebeu o professor e pró-reitor de Ensino e Pesquisa da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Neyval Reis, na reunião desta segunda-feira (3). Ele é membro do Núcleo de Qualidade do Ar e falou aos deputados sobre pesquisas desenvolvidas pela Ufes sobre poluição do ar.

O professor explicou que estudos solicitados pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) e pela Vale buscaram identificar o “DNA do pó preto”: 

“Fomos convidados a fazer o estudo de identificar a origem do pó preto na Grande Vitória. Investigar o problema. O estudo inicial feito em 2011 aponta claramente o papel das vias, indústrias e construção civil, mas não conseguiu separar o minério da pelota de ferro, porque as composições químicas das duas fontes são muito similares. Já em 2017 conseguimos fazer essa separação e publicamos vários artigos mostrando a separação e a influência de cada uma dessas fontes”, afirmou.

Veja as fotos da reunião da CPI das LIcenças

O presidente da CPI, deputado Marcelo Santos (PDT), ressaltou que é necessário que as mineradoras, como Vale e Arcelor Mittal, coloquem os resultados das pesquisas em prática para mitigar o problema da poluição do ar gerado em suas operações. 

“Vários estudos, como esse que determina o DNA das partículas de pó preto, importante informação que foi levada ao conhecimento tanto do Iema quanto das empresas Vale e Arcelor, e elas não tiveram o devido cuidado de aproveitar esse estudo, para que a emissão dessas partículas sejam tratadas como devem ser. A Ufes fez o trabalho, mas o resultado para nossa sociedade não acontece. As empresas têm esse instrumento de pesquisa na mão, mas na prática não é efetivado”, afirmou o deputado. 

Para o professor Neyval Reis, é necessário a capacitação e apoio aos técnicos dos órgãos ambientais para que possam gerir e cobrar as soluções por parte das empresas. 

“Os trabalhos produzidos pela universidade têm um papel eminentemente técnico de subsidiar os gestores a operacionalizar a questão. Acredito que o caminho aqui é valorizar os servidores do órgão ambiental, porque eles são a continuidade. A pesquisa é necessária para passar as informações técnicas e agora a gente precisa ter um corpo técnico capacitado, em número suficiente, para lidar efetivamente com a qualidade do ar na região e cobrar a materialização dos resultados”, reforçou.

Além do presidente da CPI, o vice-presidente do colegiado deputado Sergio Majeski (PSB) e o deputado Enivaldo dos Anjos (PSD) participaram da reunião.
 

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