Frente debate educação física e seus benefícios

Profissionais relacionaram a prática de atividades físicas na escola à diminuição no surgimento de doenças em adultos

Por Marcos Bonn

Frente Parlamentar discute educação física
Foto: Ellen Campanharo

O papel da educação física na escola para combater fatores de risco como obesidade e sedentarismo e evitar doenças futuras na fase adulta. Esse foi o tema da frente parlamentar que trata sobre o assunto, cuja reunião de instalação foi realizada na tarde desta quarta-feira (16) no Plenário Rui Barbosa com presença de profissionais da área. O colegiado é presidido por Gandini (Cidadania).

Confira as fotos da reunião

Segundo dados apresentados pela professora da Faculdade Mutivix Eliane Cunha Gonçalves, o Brasil está hoje entre os países mais sedentários do mundo, à frente dos Estados Unidos, sendo o primeiro colocado na América Latina e o 5º no mundo. “Isso significa que o brasileiro tem menos de 2,5 horas de atividade física moderada por semana”, avaliou.

Conforme pesquisa citada por ela, o sedentarismo mata mais do que o tabaco e é classificado atualmente como um epidemia e, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é considerado o quarto maior fator de mortes no mundo, revelou a professora. 

Para mudar esse cenário, a saída apontada foi estimular a atividade física de crianças ainda na escola. “Praticar esportes, seja de baixo ou alto impacto, é fundamental para o corpo e para a mente, além de prevenir as doenças crônicas não transmissíveis ligadas ao excesso de peso, como a hipertensão e o diabetes, as cardiovasculares e alguns tipos de câncer”, explicou Eliane.

A também professora da Multivix Gisela Vicentini de Souza concordou. “Vários estudos científicos cada vez mais têm provado que o exercício físico é um grande agente de promoção de saúde (prevenção de doenças)”, disse, sobretudo quando essa atividade é praticada na primeira infância, dentro das escolas.

Para Gisela, promover a conscientização nessas crianças sobre a prática de atividade física contribui para que elas não se tornem indivíduos doentes. Já o representante do Conselho Regional de Educação Física (CREF1) Leonardo Rêgo elegeu a educação física no ambiente escolar como ferramenta para uma sociedade mais produtiva e saudável, “ainda mais em uma era em que “usamos a tecnologia para ficar parado”.

Além disso, relacionou o estilo de vida saudável a menor impacto no Sistema Único de Saúde (SUS), inclusive financeiro. “Já se sabe que uma sociedade menos sedentária e mais saudável demanda muito menos gastos com tratamento de doenças, que muitos confundem com investimento em saúde”.

O representante da Associação dos Profissionais e Professores de Educação Física também destacou a importância da realização de avalição física junto aos alunos para identificar as capacidades físicas a serem desenvolvidas. “Podemos ter alunos que são excelentes no esporte, e outros que são magníficos ao dançar. Como saber do que nossos alunos são capazes sem o processo avaliativo inicial?”, questionou.

Carga horária mínima

A ausência no regramento na carga horária mínima para a prática de educação física nas escolas foi ponto em comum debatido na reunião. De acordo com a representante do CREF1 Lívia Oliveira Resende, não existe parâmetro nacional nesse sentido – em alguns municípios, revelou, não há exigência do profissional de educação física para dar aula.

Perguntada pelo deputado Gandini, a técnica da Gerência de Currículo Escolar da Secretaria de Estado da Educação (Sedu) Ludmila Couve Costa explicou que no ensino médio as aulas têm duração de 55 minutos.

No primeiro ano há uma aula na grade curricular por semana, no segundo ano, duas, e no terceiro, uma aula. “Realmente as aulas de educação física estão diminuindo muito”, concordou. Segundo a professora Gisela Vicentini, fala-se que o mínimo de tempo para prática de atividade física são 150 minutos semanais, três vezes por semana.

Gandini disse que avaliará como a Frente Parlamentar da Educação Física poderá ajudar nessa questão. “Não existe uma padronização em relação ao tempo mínimo de educação física e isso precisa ser discutido. Vamos verificar se cabe a discussão de projeto de lei ou de uma regulamentação do próprio governo do Estado”, detalhou.

Segundo o professor de educação física Martoni Moreira Sampaio, da Secretaria de Estado de Esportes e Lazer (Sesport), o estabelecimento de um mínimo de horas-aula colocaria o Espírito Santo como protagonista no Brasil.

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