Hospital filantrópico e privatizações na Tribuna Popular

Importância da imprensa livre e hotelaria hospitalar também estiveram entre os temas abordados pelos convidados nesta segunda (4)

Por Nicolle Expósito

Alexander Mendes Cunha
Alexander Mendes Cunha falou em nome de mantenedora do Hospital Evangélico / Foto: Lissa de Paula

Mais de 11,8 milhões de procedimentos entre cirurgias, internações e exames realizados ao longo de 47 anos de existência. Esse é o saldo do Hospital Evangélico de Vila Velha, localizado no bairro Alecrim. Quem falou sobre os trabalhos desempenhados à sociedade na Tribuna Popular de novembro foi o pastor Alexander Mendes Cunha, presidente da Associação Evangélica Beneficente Espirito Santense (Aebes), mantenedora do Evangélico. A Tribuna Popular acontece na primeira segunda-feira de cada mês e traz temas diversos de interesse da sociedade.

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A associação foi criada há 63 anos com o objetivo de construir um hospital para atender à população. O dirigente da organização destacou que a parceria com o governo, as emendas parlamentares e as doações são fundamentais para a manutenção do hospital, referência em transplantes no Estado e reconhecido entre os melhores do país, segundo a Agência Nacional de Saúde (ANS).

O deputado Pastor Marcos Mansur (PSDB), autor do convite para Tribuna, ressaltou a importância do Evangélico. “Atende anualmente 900 mil procedimentos. Oitenta por cento desses procedimentos são prestados ao Sistema Único de Saúde. Desde 1972 o hospital vem atendendo à classe mais necessitada da população capixaba”, disse. O deputado José Esmeraldo (MDB) sugeriu que o hospital realizasse um mutirão na área ortopédica. Já Hudson Leal (PRB) destacou o fato de a unidade ser referência em cirurgia cardíaca e atrair candidatos de todo o país para a residência em oftalmologia.

Hotelaria hospitalar

Mauro Freitas Quintão, presidente da Sociedade de Hotelaria Hospitalar do Estado, explicou o que é e a importância da hotelaria hospitalar. Segundo Quintão, apesar de muitas vezes confundida com luxo ou algum tipo de privilégio nos hospitais, na verdade a atividade é complexa e envolve serviços como limpeza, desinfecção, higienização e lavanderia realizadas segundo critérios específicos para evitar riscos de infecções e, consequentemente, possibilidade de óbitos com essa causa.

“A OMS (Organização Mundial da Saúde) tem afirmado nos últimos tempos que a qualidade na limpeza está diretamente ligada à qualidade final do serviço de saúde prestado”. Também pediu mais reconhecimento ao trabalho dos hoteleiros hospitalares, que têm seu dia comemorado no próximo 9 de novembro. Quintão ainda esclareceu que a qualificação exigida para atuar no ramo é diferente de outros segmentos. “Quem faz limpeza escolar não faz limpeza hospitalar, mas quem faz limpeza hospitalar faz limpeza escolar”, exemplificou.

Privatizações

Já o advogado Felipe Ludovico de Jesus pontuou possíveis consequências da privatização de empresas de base de dados, como a Empresa de Processamento de Dados da Previdência (Dataprev) e Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

Representante do sindicato dos funcionários da Dataprev, Felipe explicou sobre o processo que caminha para privatização anunciado pelo governo federal e alertou sobre o impacto que a medida pode ter para a população. Disse que a empresa criada em 1974 e vinculada ao Ministério da Economia é responsável pelo armazenamento e processamento de dados “sensíveis, confidenciais e da mais alta relevância”, como data de nascimento, falecimento, número de empregos.

Falou da possibilidade de essas informações, caso a empresa seja privatizada, serem entregues à iniciativa privada. “Os maiores interessados hoje em obter essas informações são instituições financeiras e planos de saúde. Qual segurança jurídica que os cidadãos têm que esses dados não serão vazados ou indevidamente usados?”, questionou o advogado.

José Esmeraldo (MDB) que fez o requerimento de participação falou de importância do tema já que muitas pessoas não fazem ideia do trabalho realizado pela empresa pública. “Vamos ter nossas informações, se for para o particular, vazadas”, considerou.

Imprensa Livre

O coordenador geral do Sindicato dos Jornalistas do Espírito Santo (Sindijornalistas-ES) Douglas Dantas falou sobre os 40 anos da entidade. Falou da luta do sindicato na “defesa de sociedade justa, democrática, ética, plural e diversa”. O dirigente também lembrou momentos importantes da entidade, como o pioneirismo na conquista do piso salarial para jornalistas no Espírito Santo e a luta pela redemocratização do país.

Dantas também falou sobre o momento atual da imprensa no país. “Os jornalistas estão vivendo constantes ataques, seja na esfera nacional, em que Bolsonaro tem desferido um ataque a cada dois dias totalizando mais de 100 ataques segundo levantamento da Fenaj (Federação Nacional de Jornalistas). Também na esfera estadual temos sido atacados pelo governo Renato Casagrande que de vez em quando questiona a atuação de profissionais da imprensa quando ele é contrariado”, expôs ao ressaltar a importância da imparcialidade da imprensa. Douglas também pediu apoio dos deputados para a realização de concurso público para a rede estatal (RTV e TVE).

A deputada Iriny Lopes (PT), que fez a indicação à Tribuna Popular, considerou a importância da imprensa responsável e ética. “O jornalismo construtivo é aquele que além de informar, forma no cidadão e na cidadã, a consciência de que se somos bem informados, muito dificilmente seremos enganados”.

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