Crimes Cibernéticos apura fake news contra deputados

Notícias falsas têm como pano de fundo tratativas salariais entre governo do Estado e profissionais de segurança pública

Por Silvia Magna

CPI dos Crimes Cibernéticos
Presidente da comissão, Vandinho Leite disse que trabalho vai continuar / Foto: Ellen Campanharo

O combate às fake news pautou a reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Crimes Cibernéticos. O colegiado, presidido por Vandinho Leite (PSDB), discutiu dois casos de disseminação de notícias falsas acerca das tratativas salariais entre governo do Estado e profissionais de segurança pública e que envolvem deputados.

Dos três convocados, um compareceu à CPI. O terapeuta Paulo César dos Santos, morador do município da Serra, foi apontado pelos parlamentares como o responsável por disseminar material em um grupo de Whatsapp. O áudio relaciona o deputado Capitão Assumção (PSL) a um possível motim das forças policiais, o que Paulo César classificou como “terrorismo psicológico”.

O terapeuta assumiu a autoria da mensagem, mas ponderou que as afirmações foram baseadas em conteúdos vistos nas redes sociais e veiculados pela mídia. Ele se desculpou e negou o envolvimento de outras pessoas no ato. 

“Eu sou um pai e avô que precisa acalmar a família. A minha intenção foi apenas de acalmar os moradores do meu condomínio, que estão assustados com a possibilidade de uma nova paralisação das polícias. Eu peço desculpas ao deputado e vou reparar o meu erro”, afirmou Paulo.

O parlamentar aceitou as desculpas, mas condenou o comportamento do terapeuta. “Temos que ter responsabilidade. Tenho família e meus filhos ainda são crianças. Eles ouviram esse áudio. Quem pratica tais atos são pessoas inescrupulosas tentando manchar a imagem de um parlamentar”, finalizou.

Mensagens

Os outros dois convocados para a reunião são servidores públicos lotados na Casa Civil e na Vice-governadoria do Estado, mas não compareceram e serão novamente notificados. De acordo com a CPI, eles são apontados como responsáveis pelo disparo de mensagens para telefones celulares de policiais e bombeiros militares. Uma dessas mensagens foi enviada para o celular do Delegado Lorenzo Pazolini (sem partido), conforme afirmou o parlamentar.

Os deputados alegam que o teor desse material aborda, de forma maliciosa, as negociações entre Frente Unificada das forças policiais e governo do Estado sobre as recomposições salariais pleiteadas pelas categorias, colocando alguns parlamentares como responsáveis por inflamar os ânimos desses servidores.

Entre as medidas tomadas para apurar o caso estão a solicitação para que a operadora de telefonia informe a titularidade da linha que originou os disparos e oficiar a Casa Civil para que aponte o servidor responsável pelo uso da respectiva linha.

Vandinho Leite pediu cautela no comportamento na internet. Para ele, é necessário ter o máximo cuidado com o que é produzido e repassado nas redes sociais. Segundo o deputado, o trabalho vai continuar. “Fake news é crime e vamos continuar cobrando sobre esses acontecimentos. Precisamos de uma resposta do Executivo e aguardamos a manifestação do Ministério Público sobre essa situação”, declarou.

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