Sessão destaca papel das mulheres na literatura

Solenidade contou com homenagens e posse de novas acadêmicas

Por Nicolle Expósito

Sessão solene
Evento comemorou o Dia Internacional da Mulher / Foto: Lissa De Paula

As mulheres que fazem a literatura capixaba foram enaltecidas na sessão solene realizada nesta terça-feira (10) que comemorou o Dia Internacional da Mulher. Realizada pela Academia Feminina Espírito-Santense de Letras (AFESL) com o apoio da Assembleia Legislativa (Ales), a solenidade contou com homenagens e posse de novas acadêmicas.

Primeira capixaba a publicar um livro, em 1914, Guilly Furtado Bandeira recebeu homenagem póstuma. O pioneirismo da autora de “Esmaltes e Camafeus” foi ressaltado pela presidente da academia. “Foi a segunda mulher do Brasil a entrar em uma academia de letras, no Pará, em 1913”, revelou Renata Bomfim.  Guilly completaria 130 anos em 2020.

A presidente também destacou o papel transformador da literatura. “Escrever, como ato criativo, foi a ferramenta das mais audazes para burlar ou efetivamente romper fronteiras, estandarte que as capixabas ergueram ao criar uma instituição congênere a dos homens de letras, em 1949, legitimando a luta para ocupar um espaço literário por direito”, disse Renata que é poetisa, escritora e arteterapeuta.

A academia também homenageou mulheres com importantes serviços prestados nas causas sociais, políticas e culturais. Foram homenageadas a professora Esther Abreu Vieira de Oliveira, a procuradora de Justiça Catarina Cecin Gazele, a escritora Keni Klug Berger, a professora e coordenadora do Coral Serenata Luciene Prates Chagas e a ex-deputada Luzia Toledo.

A deputada Janete de Sá (PMN) e o secretário de Gestão de Pessoas, Joel Rangel, representaram a Assembleia Legislativa no evento. A parlamentar também foi homenageada pela AFESL.

Posse

As escritoras capixabas Manoela Ferrari e Maria Inês Marreco foram empossadas como acadêmicas correspondentes da AFESL. Apesar de nascidas no estado não residem mais aqui, daí o título de correspondentes. As novas acadêmicas fizeram o juramento e foram saudadas por integrantes da diretoria da entidade, que enalteceram seus currículos e obras já publicadas.

“É nosso dever caminhar empenhadas em assegurar às novas gerações o amparo da confiança que depositamos na cultura, em especial na literatura, capaz de acumular e registrar as características que nos tornam essencialmente humanos”, disse a jornalista Manoela Ferrari.

Autora de 16 livros, a escritora lembrou a importância dos pais – a pianista e fundadora da Orquestra Sinfônica do Espírito Santo, Sonia Cabral, e o jornalista Maurílio Cabral – nas suas incursões pelo mundo da literatura.

Maria Inês Marreco falou sobre as lutas das mulheres por espaço na sociedade. “Os papéis sociais e as condições gerais das mulheres têm sido construídos a partir de um conjunto de pressupostos de valores e de uma moralidade ética determinada previamente por uma perspectiva de dominação patriarcal”, referindo-se à posição secundária historicamente ocupada pelas mulheres.

“Sabemos que a voz da mulher sempre foi silenciada, o que a impediu de desenvolver uma linguagem própria. Façamos a travessia do invisível para o visível. Façamos com que o silêncio se transforme em fala”, completou a doutora em literatura, pesquisadora e fundadora da Casa da Cultura Idea (Inovação, Desenvolvimento, Educação e Arte) de Belo Horizonte.

Academia

A Academia Feminina Espírito-Santense de Letras foi fundada em 16 de julho de 1949 por Judith Leão Castello Ribeiro, professora e primeira deputada estadual do ES. A motivação da escritora foi não ter conseguido fazer parte da Academia Espírito-Santense de Letras (AEL) que não admitia mulheres no quadro.

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