Pais denunciam casos de violência em escola

Situação de escola no município de Serra foi abordada em reunião da Comissão de Proteção à Criança e ao Adolescente

Por Aldo Aldesco

Comissão de Educação
Comissão de Educação / Foto: Tati Beling

Representante e pais de alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental de Taquara I, no município de Serra, trouxeram à Comissão de Proteção à Criança e ao Adolescente e de Política sobre Drogas da Assembleia Legislativa (Ales) denúncias de violência contra estudantes. A reunião foi nesta segunda-feira (16), no Plenário Judith Leão, com a presença dos deputados Delegado Lorenzo Pazolini (sem partido), presidente do colegiado, Luciano Machado (PV) e Vandinho Leite (PSDB).

Os atos de violência seriam praticados por colegas maiores e omitidos pela própria direção da escola. A senhora Maria Petter relatou a suspeita de estupro contra o neto de seis anos, autista, por outro de 11 anos e que o ocorrido fora encoberto pela coordenação da escola. A avó, que é ex-diretora de escola, entende que as famílias das respectivas crianças deveriam ser chamadas, fato que não teria acontecido.  A atual diretora teria alegado que a criança de seis anos estaria mentindo.

A mãe de aluno Maria José, com dois filhos na escola, disse que na saída da escola os alunos são abordados por maiores de 18 anos, sendo que um dia um dos filhos, de sete anos, já levou um tiro de festim. Também já teria sofrido ameaças com tesoura e sido imobilizado dentro do banheiro por colegas maiores.

A mãe Taíse Santos relatou que sua filha tem sofrido bullying e que em uma certa ocasião teria respondido com agressão, sendo suspensa por isso. Taíse foi aconselhada a mudar a filha de escola ou a aluna seria transferida compulsoriamente. A mãe criticou a escola, que no lugar de resolver os problemas entre as crianças apenas transferiria para outras unidades. Para ela, a escola se omitiu, porque deveria tomar atitudes junto a órgãos públicos competentes, como o Conselho Tutelar e órgãos escolares.

O representante de alunos da escola, Fabiano Rosa, denunciou a negligência e falta de cuidados com as crianças, inclusive com uso de drogas e bebidas alcoólicas. Essas infrações seriam do conhecimento da direção da escola. “Nós queremos uma posição de verdade da Superintendência, da Sedu”, cobrou. Os pais já foram ao Ministério Público e o fato já foi inclusive noticiado pela imprensa. 

Providências

O deputado Vandinho Leite disse entender que esse conflito e diversos outros revelam a falta de gestão do governo do Estado. Os acontecimentos deveriam ser tratados com a máxima transparência.  “Uma comunidade querida como é a de Taquara não pode passar pelo que está passando”, afirmou.

Já para Luciano Machado seria visível que a escola tem um nível de distúrbio entre os alunos acima da média. O parlamentar avaliou que não é só problema de estrutura, mas de segurança e de gestão e sugeriu que a comissão faça uma visita à escola na próxima quarta-feira (18). A sugestão foi acatada pelos pares e a visita está confirmada. 

Já Pazolini defendeu que o superintendente de Educação na Serra seja convidado para prestar esclarecimentos, bem como secretário de Estado de Educação e a diretora da escola, na próxima reunião do colegiado, no dia 30 de março.

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