Eleição: novas tecnologias ganham espaço

Ferramentas e recursos digitais ajudam Justiça Eleitoral, candidatos e eleitores com possibilidade de mais formas de interação

Por Larissa Lacerda

Tela mostra aplicativo e-Título do TSE
e-Título está com versão atualizada e mais serviços / Foto: Divulgação

Dia, hora e local da votação; cuidados com a saúde para votar; estatísticas; dicas para mesários; e respostas às perguntas mais recebidas pela Justiça Eleitoral estão entre as informações que podem ser acessadas de qualquer lugar, bastando apenas ter acesso a um smartphone e internet. Isso é possível por meio de um chatbot – assistente virtual – criado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em parceria com o WhatsApp. Para conversar com o assistente virtual, basta adicionar o telefone +55 61 9637-1078 à lista de contatos.

A ferramenta faz parte das alternativas tecnológicas implementadas para trazer mais agilidade e praticidade para os mais de 147 milhões de eleitores brasileiros aptos a ir às urnas em novembro para eleger prefeitos e vereadores.

As eleições municipais de 2020 trazem para a Justiça Eleitoral, candidatos e eleitores o fato novo gerado pelo cenário de distanciamento trazido pela pandemia do novo coronavírus. Com isso, o digital ganhou ainda mais espaço e as novas tecnologias ajudam a garantir a continuidade e legitimidade do processo eleitoral.

e-Título

O aplicativo e-Título está com nova versão, com mais serviços disponíveis. Uma das novidades é a possibilidade de realizar a justificativa de voto por celular ou táblete, sem a necessidade de se dirigir a um local de votação nos dias da eleição.

Além disso, o aplicativo oferece acessibilidade para pessoas com deficiência visual e informa sobre condições de acesso às seções eleitorais. Por meio da plataforma também é possível emitir certidões e guias de quitação de serviços junto à Justiça Eleitoral, cadastro para mesários voluntários, entre outras funcionalidades.

Outra medida para ampliar a circulação de informações seguras e oficiais é a não cobrança de pacote de dados de internet para quem acessar o site do Tribunal Superior Eleitoral. Até o fim do segundo turno das eleições, 29 de novembro, os eleitores poderão acessar os conteúdos do site e subdomínios da Justiça Eleitoral sem gastar o pacote de dados de suas operadoras. Isso porque o TSE oficializou um acordo com a Conexis Brasil Digital, representante oficial do setor de telecomunicações no Brasil. A ação abrange as principais empresas de telefonia, como Claro, Oi, TIM, VIVO e Algar Telecom. De acordo com o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, a medida democratiza o acesso à informação e estimula a participação do eleitor.

O tribunal também tem firmado parcerias com sites, plataformas digitais e redes sociais para divulgação de informações sobre o processo eleitoral e sobre as medidas de proteção sanitária contra o novo coronavírus e ações para evitar a propagação de notícias falsas.

Fake News

O tópico “Fato ou Boato” está disponível no chatbot do TSE com o aplicativo de mensagens e traz dados desmentidos por agências de checagem de notícias, além de informações sobre urnas eletrônicas.

Outra parceria com o WhatsApp é um formulário para denúncias de fake news e de contas suspeitas de realizar disparos em massa, uma das condutas proibidas pela lei eleitoral. Para denunciar, basta preencher um formulário no site do TSE. As denúncias serão encaminhadas ao aplicativo de mensagens que fará a apuração interna e, se comprovadas, irá banir contas que propagam desinformações em massa, atitude que vai contra os termos de uso do próprio WhatsApp.

Campanhas virtuais

As campanhas eleitorais em redes sociais já vinham ganhando protagonismo nas últimas eleições. Com as restrições impostas pela pandemia, a internet e as interações virtuais ganharam ainda mais força. As propagandas eleitorais na internet tiveram início em 27 de setembro e podem ser feitas até o dia 14 de novembro.

A legislação proíbe a veiculação de propaganda eleitoral paga na internet. A exceção é para publicações em redes sociais que podem ser impulsionadas, desde que sejam realizadas pelas próprias redes sociais mediante pagamento do candidato, partido ou coligação. Esse serviço não pode ser contratado por conta pessoal (de candidato ou eleitor) e não pode ser realizado por empresas. Também são proibidos o uso de robôs ou de disparo em massa, a contratação de serviços de telemarketing, e o impulsionamento de publicações negativas contra candidatos adversários.

O pós-doutor em comunicação digital, Sérgio Denicoli, alerta que o grande volume de postagens pode gerar um excesso informativo e que a tendência dessas eleições municipais devem ser campanhas com propostas direcionadas a bairros ou regiões. “O que tem acontecido é a produção de um volume gigantesco de informações sobre as campanhas eleitorais. O candidato que não possui militância das redes e não conseguir comunicar direito com os seus seguidores será engolido pelo excesso de narrativas e estará alijado do processo.”

Para o especialista, a principal consequência da chegada definitiva da tecnologia digital às eleições é a construção de um eleitorado mais politizado, que tem contato direto com os políticos, e que deseja participar do processo. “É um eleitor que fala, critica, dá opinião, sugestões e, sobretudo, que cobra dos candidatos, pois tem meios para fazer isso.”


 

Morte de ambientalista repercute na Assembleia
Luciana Antonini foi encontrada morta no sábado (17) na praia em Anchieta, com sinais de violência
CRM elogia atuação do SUS na pandemia
Para presidente do Conselho Regional de Medicina, Celso Murad, sistema público conseguiu dar respostas rápidas e eficientes e destacou qualidade dos profissionais 
Novas matérias começam a tramitar na Casa
Na Ordem do Dia, entretanto, votação ficou "trancada" devido a pedido de prazo
PL: pulseira pode auxiliar idoso e doente crônico
Ideia é que dispositivo eletrônico seja distribuído pelas unidades de saúde, com uso opcional, para agilizar socorro em caso de emergência
Morte de ambientalista repercute na Assembleia
Luciana Antonini foi encontrada morta no sábado (17) na praia em Anchieta, com sinais de violência
CRM elogia atuação do SUS na pandemia
Para presidente do Conselho Regional de Medicina, Celso Murad, sistema público conseguiu dar respostas rápidas e eficientes e destacou qualidade dos profissionais 
Novas matérias começam a tramitar na Casa
Na Ordem do Dia, entretanto, votação ficou "trancada" devido a pedido de prazo