Esgoto: comunidade cobra conclusão de obra

Moradores de bairros de Vila Velha e Guarapari relataram prejuízos decorrentes da não conclusão de obra de saneamento

Por Gleyson Tete, com edição de Nicolle Expósito

Pessoas reunidas em plenário da Assembleia durante reunião de frente parlamentar
Conforme representantes da Cesan, um consórcio venceu nova licitação e as obras devem durar 12 meses / Foto: Ellen Campanharo

Há quase nove anos os moradores dos bairros de Ponta da Fruta e Nova Ponta da Fruta, em Vila Velha, e Recanto da Sereia, em Guarapari, esperam a conclusão das obras de tratamento de esgoto na região. Por conta disso foi realizada na tarde desta quarta-feira (9), na Assembleia Legislativa (Ales), reunião da Frente Parlamentar de Fiscalização de Obras de Coleta e Tratamento de Esgoto.

Presidente do colegiado, o deputado Gandini (Cidadania) abriu o encontro informando que esteve na região a pedido dos moradores para conhecer o panorama relacionado aos problemas com o esgoto não tratado. “É uma região tão linda e importante para o Espírito Santo. Vamos nos empenhar para buscar uma solução”, garantiu.

O diretor de Engenharia e Meio Ambiente da Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan), Pablo Andreão, disse que esteve reunido com os moradores da região há seis meses para explicar a situação. Ele contou que duas empresas deixaram as obras e que foram punidas conforme a legislação. “É uma obra com 50 mil metros de rede. Da Barra do Jucu a Recanto da Sereia. Está praticamente tudo pronto, faltam uns 5 mil metros de rede”, afirmou.

Fotos da reunião da frente parlamentar

Diante do cenário, Andreão falou que a Cesan passou a atuar em duas frentes: uma voltada para minimizar os impactos nas comunidades até que a obra fosse retomada e outra destinada a encontrar uma nova empresa para concluir os trabalhos, o que foi finalizado essa semana com a homologação da licitação aberta para o término da obra.

“O vencedor foi um consórcio (formado por uma empresa de Serra com duas de São Paulo). Acredito que dentro de 30 dias comece a mobilização. O prazo vai ser de 12 meses para acabar a obra. Incluímos a questão da pavimentação, que tinha algumas reclamações”, ressaltou.

Reclamações

Um dos líderes comunitários presentes foi o presidente da Associação de Moradores de Nova Ponta da Fruta, Nilson Cardoso. Ele apresentou diversos ofícios fazendo questionamentos à Cesan que ficaram sem respostas. Segundo Cardoso, muitas pessoas que possuem casa de veraneio na região com a pandemia do novo coronavírus passaram a residir no local, o que contribuiu para piorar o problema do esgoto no bairro. “Já tem rede de esgoto escorrendo na Praia dos Surfistas. Ninguém pode tomar banho na praia mais”, lamentou.

Já a presidente da Associação de Moradores de Ponta da Fruta, Dilcinéia Meier, mostrou uma série de slides com problemas deixados pela não conclusão das obras, como vazamento de esgoto nas ruas, na praia e na lagoa do bairro. Também criticou o descaso da Cesan com as elevatórias que foram construídas e estão abandonadas sem funcionamento.

Ela informou que a ordem de serviço foi dada em 2013, mas que já no ano seguinte a obra foi parada pela primeira vez. De lá para cá ocorreram diversos retornos e novas paralisações até que, em 2019, parou de vez. “Trouxe problemas para a comunidade. Aconteceram várias ligações clandestinas. Somos um bairro turístico. A gente pede a conclusão das obras o mais breve possível”, clamou.

A representante de Recanto da Sereia, Fátima Caus, pediu rapidez na conclusão das obras, alegando que os moradores vêm passando por situações desconfortáveis por causa do esgoto. “Um ano é muito tempo. Vocês tinham que avaliar com mais carinho, a gente pede respeito. Nossa situação é dramática. Espero que vocês concretizem as obras e entreguem para as comunidades”, ponderou.

Vários moradores dos bairros afetados acompanharam a reunião e fizeram cobranças aos representantes da Cesan. As principais reclamações foram sobre a quantidade de caminhões sugadores disponibilizados pela empresa (três) para retirar o esgoto das ruas, as ligações irregulares feitas por moradores, a falta de fiscalização dos órgãos públicos e as empreiteiras contratadas pela companhia, que quebram as ruas para realizar obras e não consertam o pavimento.

Novo encontro

No final da reunião Gandini deixou agendada uma nova reunião para o próximo dia 20 de abril e também uma visita na região para verificar as dificuldades apontadas pelos moradores. “Nossa expectativa é que a empresa tenha assumido o contrato (na data da reunião), tenha tido ordem de serviço, assumido a obra e venha aqui apresentar (o cronograma das obras)”, concluiu.

Além dos citados, participaram da reunião os gerentes da Cesan Daniel Caulyt (Obras) e Lincoln Belfi (Operação e Manutenção). 

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