Governo procura parcerias para o Banestes

Executivo entende que o banco precisa se adaptar às novas imposições do mercado financeiro, com foco nas inovações tecnológicas

Por João Caetano Vargas, com edição de Angèle Murad | Atualizado há 4 meses

Fachada do Banestes com vidro
PL define que a preferência na consolidação de sociedades será de startups e fintechs / Foto: Governo ES

Começou a tramitar na Assembleia Legislativa (Ales) nesta segunda-feira (16), proposta do Poder Executivo que tem o objetivo de autorizar o Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes) a constituir subsidiárias e controladas, além de permitir a participação em sociedades. De acordo com o que está disposto no Projeto de Lei (PL) 77/2022, o Executivo estadual tomou a decisão observando a necessidade de o banco se adaptar à nova realidade do mercado, observando fatores tecnológicos e seus impactos, sobretudo na economia. A matéria, que passará por análise nos colegiados de Justiça e Finanças, teve pedido de urgência aprovado pelo Plenário da Casa.

“O avanço tecnológico, que no setor privado é absorvido com muita rapidez, amplia e facilita o acesso da população a serviços financeiros, muitos inclusive passaram a ser ofertados de modo gratuito”, explica o governo na mensagem encaminhada ao Legislativo. Justamente para se adaptar a esse processo tecnológico, o PL define que a preferência na consolidação de sociedades será de startups e fintechs.

Startups e fintechs
 

De acordo com o Sebrae, a startup é “uma empresa de base tecnológica, com um modelo de negócios repetível, escalável e sustentável, que vive em um cenário de riscos e incertezas”. O órgão explica que, para ser considerada uma startup, é preciso que a empresa tenha uma proposta de negócio inovadora e com grande potencial de crescimento. As fintechs seguem o mesmo modelo, mas são focadas exclusivamente em soluções para o mercado financeiro, com o desenvolvimento e oferta de produtos totalmente digitais.

Perda de receitas

O governo admite que a imposição tecnológica ampliou a concorrência das instituições financeiras. “É fato que a multiplicidade de novos negócios criados ou remodelados tecnologicamente gerou uma perda de receita aos prestadores de serviços financeiros tradicionais, dentre eles o Banestes, sendo necessário buscar meios e caminhos mais inovadores para fortalecer o crescimento, através de identificação de sinergias operacionais, atração e retenção de talentos focando a perenidade e crescimento dos negócios”, conclui o governo.

Dentre os aspectos a serem observados na escolha dos negócios, o Executivo aponta a “criação de valor de fonte estável de receitas, dinamização operacional, expansão dos negócios e abrangência do mercado de atuação”. A matéria define ainda que as medidas propostas serão submetidas à aprovação do Conselho de Administração da instituição e deverão estar alinhadas com o plano de negócios da sociedade ou de suas respectivas subsidiárias. 

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