Castelo: projeto valoriza Festa de Corpus Christi

Dr. Emílio Mameri propõe que a celebração realizada há mais de 50 anos seja considerada patrimônio cultural imaterial do estado

Por Aldo Aldesco, com edição de Nicolle Expósito

Pessoas reunidas em volta de tapetes coloridos com temas religiosos
Tapetes quilométricos feitos por voluntários são símbolo da festa que acontece em Castelo / Foto: Hugo Casagrande Andrade/Prefeitura de Castelo

Referência cultural de cunho religioso católico, a Festa de Corpus Christi do município de Castelo pode se tornar patrimônio cultural imaterial do Espírito Santo. Essa é a proposta que traz o Projeto de Lei (PL) 215/2022, apresentado pelo deputado Dr. Emílio Mameri (PSDB), homenageando uma das maiores festas religiosas do estado. A matéria será analisada em regime de urgência pelas comissões de Justiça, Cultura e Finanças.  

O Corpus Christi celebrado dessa maneira existe desde 1963 no município e acontece anualmente na véspera e no próprio dia santo, que é sempre numa quinta-feira. Este ano será no dia 16 de junho. Nesses dias, Castelo recebe centenas de turistas, não só do Espírito Santo, mas também de outras partes do país.

Com o passar dos anos, a comemoração foi ganhando destaque e sofisticação. Começou com folhas e flores para dar passagem à procissão, por iniciativa da Irmã Vicência, segundo o site da prefeitura do município. Hoje, reúne artesãos e milhares de voluntários para a confecção dos tapetes gigantes. 

“A Festa de Corpus Christi em Castelo, município da região sul do Espírito Santo, é uma das mais  tradicionais manifestações de artesãos do estado. O ponto alto do encontro, que sempre acontece no feriado que batiza o evento, é a reunião dos tapetes fabricados ao longo de todo o ano pelos artistas da cidade e das regiões vizinhas”, justifica o deputado.

Patrimônio imaterial

Conforme o site do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a “Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) define como patrimônio imaterial ‘as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas – com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados - que as comunidades, os grupos e, em alguns casos os indivíduos, reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural’”.

Ainda conforme o conteúdo disponibilizado no site do instituto, “os bens culturais de natureza imaterial dizem respeito àquelas práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer; celebrações; formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas; e nos lugares (como mercados, feiras e santuários que abrigam práticas culturais coletivas)”.

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